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'Supergalinhas': edição genética em aves gera resistência à gripe aviária

‘Supergalinhas’: edição genética em aves gera resistência à gripe aviária

Em julho de 1996 nasceu a ovelha Dolly, o primeiro mamífero clonado com sucesso que se tornou um marco na engenharia genética. O Instituto Roslin, na Escócia, responsável pela criação da ovelha, volta agora com um novo estudo genético que pode ser determinante para a proteção das aves contra a gripe aviária, uma ameaça devastadora que afeta não apenas a indústria avícola global, mas também representa um risco para os seres humanos. 

A equipe liderada por Mike McGrew, renomado pesquisador da Universidade de Edimburgo, da qual o Instituto Roslin faz parte, utilizou a técnica de edição genética CRISPR para fazer pequenas modificações no gene ANP32A das galinhas, tornando-as parcialmente resistentes à infecção pela gripe aviária.

Driblando a adaptação

A edição genética pode ser uma ferramenta importantíssima na luta contra doenças como a gripe aviária. (Fonte: GettyImages/ Reprodução)

A gripe aviária, uma doença que rapidamente se espalha entre as aves em fazendas, tem causado estragos na indústria avícola, levando ao abate massivo de aves em várias partes do mundo. As tentativas anteriores de desenvolver vacinas eficazes esbarraram na capacidade do vírus de se adaptar rapidamente, tornando as aves vulneráveis mesmo após a vacinação. No entanto, a edição genética oferece uma solução promissora e permanente para esse problema.

As galinhas modificadas geneticamente mostraram uma notável resistência à gripe aviária. As alterações no gene ANP32A, essenciais para a replicação do vírus, impediram que a maioria das aves fosse infectada quando exposta ao vírus. Embora a técnica não tenha atingido uma eficácia de 100%, representa um avanço significativo na criação de aves resistentes à doença.

Contudo, os desafios não param por aí. A aplicação prática dessa técnica enfrenta obstáculos complexos, especialmente quando se trata de galinhas, que são animais altamente reproduzíveis. Para implementar essas modificações geneticamente, seria necessário editar um grande número de aves ao longo do tempo para garantir que a resistência seja transmitida às gerações futuras.

Outras edições

A edição precisa ocorrer num número alto de animais, já que as galinhas vivem juntas e o vírus circula rápido. (Fonte: GettyImages/ Reprodução)A edição precisa ocorrer num número alto de animais, já que as galinhas vivem juntas e o vírus circula rápido. (Fonte: GettyImages/ Reprodução)

Além disso, os pesquisadores estão explorando a possibilidade de fazer modificações em outros genes além do ANP32A para aumentar a resistência das galinhas à gripe aviária. A pesquisa indica que a edição de mais de um gene pode ser necessária para alcançar uma resistência completa ao vírus, especialmente considerando a natureza zoonótica da doença, ou seja, sua capacidade de ser transmitida aos humanos.

Apesar dos desafios técnicos e éticos envolvidos no uso de organismos geneticamente modificados na agricultura, os resultados obtidos pela equipe de cientistas do Instituto Roslin representam um passo significativo em direção a um futuro onde as aves, e potencialmente outros animais, podem ser geneticamente protegidos contra infecções graves como a gripe aviária. 

A pesquisa continua, e os cientistas estão trabalhando arduamente para superar os obstáculos restantes, transformando este fascinante trabalho científico em uma solução prática que pode beneficiar tanto a indústria avícola quanto a saúde pública.

As informações apresentadas neste post foram reproduzidas do Site Mega Curioso e são de total responsabilidade do autor.
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