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Por que o Peru é considerado um paraíso dos anfíbios?

Por que o Peru é considerado um paraíso dos anfíbios?

Foto: Divulgação/Agência Andina

Sendo um dos países com maior biodiversidade do planeta, o Peru possui uma das maiores variedades de anfíbios, especialmente rãs, o que o torna um paraíso para esses animais selvagens.

Vamos relembrar quantas espécies vivem no país sulamericano, quantas são endêmicas e destacar algumas delas:

Peru, um paraíso para rãs

O Peru possui atualmente mais de 600 espécies identificadas de anfíbios, tanto terrestres quanto aquáticos. A maior variedade delas encontra-se na região amazônica, especialmente no Parque Nacional Manu, uma área natural protegida localizada na região de Madre de Dios.

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Foto Divulgação/Agência Andina

Os anfíbios em território peruano estão distribuídos em 3 ordens (Anura, Caudata e Gymnophiona), 20 famílias e 80 gêneros Muitas espécies de anfíbios são endêmicas (exclusivas do território peruano), especialmente nas cabeceiras dos rios nas encostas orientais dos Andes.

Cerca de 80% das 235 espécies de anfíbios cuja área de distribuição se estende acima de 1.000 metros de altitude são endêmicas do Peru.

Foto Divulgação/Agência Andina

Regiões com as maiores populações de anfíbios

As regiões com o maior número de espécies de anfíbios são Loreto, Cusco e Amazonas, o que coincide com a maior abundância de florestas, e os menores valores de riqueza são encontrados nos departamentos de Ica, Moquegua e Tacna.

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Diferença entre um sapo e uma rã

Apesar de pertencerem à mesma ordem – Anura, que significa “sem cauda” -, rãs e sapos possuem características morfológicas distintas. Por exemplo, as rãs geralmente têm pele lisa e úmida, com poucos grânulos. Em contraste, os sapos geralmente têm pele mais áspera e grossa.

Foto Divulgação/Agência Andina

O comportamento e o formato do corpo também os distinguem. Os sapos têm pernas mais longas, o que facilita o salto. Os sapos-cururu, por outro lado, têm membros mais curtos e não possuem as pernas longas necessárias para saltar, pois são mais terrestres.

Anfíbios endêmicos do Peru

Abaixo estão alguns dos anfíbios mais interessantes que habitam o território peruano:

Rã aquática dos Andes

Foto Divulgação/Agência Andina

Essas rãs aquáticas andinas do gênero Telmatobius, que habitam o país, destacam-se por seu papel fundamental como “sentinelas” da saúde de nossos rios e lagos.

Já os sapos do gênero Telmatobius, nativos do ecossistema andino de altitude, representam uma biodiversidade única que distingue o Peru no mundo. Um excelente exemplo é o Telmatobius culeus, conhecido como sapo-gigante-do-Titicaca, espécie que vive exclusivamente no Lago Titicaca, cujo valor biológico e simbólico ressalta a importância de sua conservação.

Foto Divulgação/Agência Andina

Esses sapos são considerados engenheiros de ecossistemas, pois são vitais para o equilíbrio ecológico, já que são indicadores naturais da qualidade da água nas áreas mais altas do nosso país.

Sapo-flecha-venenoso

Esta rã, cujo nome científico é Ameerega silverstone, foi observada apenas em dois locais dentro de uma pequena área ao sul do Parque Nacional Cordillera Azul, no departamento de Huánuco, entre 1.200 e 1.600 metros acima do nível do mar, na estrada de Tingo María para Pucallpa.

Foto Divulgação/Agência Andina

Arlequim peruano de pele escura

Esta rã, Atelopus seminiferus, é conhecida apenas de uma localidade: entre Balsa Puerto e Moyobamba, e Rioja, na região de San Martín. Ela vive entre 1.000 e 2.000 metros acima do nível do mar.

Foto Divulgação/Agência Andina

Infelizmente, está ameaçado pela quitridiomicose, uma doença causada pelo fungo patogênico Batrachochytrium dendrobatidis, que se fixa à pele dos anfíbios, infecta-os e pode causar a morte.

Rã venenosa de Marañón

Essa espécie, cujo nome científico é Excidobates captivus, é conhecida apenas nos vales entre a Cordilheira do Cóndor e os morros de Campanquiz, no departamento de Amazonas.

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Foto Divulgação/Agência Andina

Sua distribuição se restringe à área ao redor da foz do rio Santiago, na margem oeste do rio Marañón e ao redor do morro Campanquiz. Habita altitudes entre 177 e 600 metros.

Sapo de vidro

Este sapo, cujo nome científico é Centrolene azulae, possui uma coloração azulada na barriga que o distingue perfeitamente e explica seu nome popular.

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Foto Divulgação/Agência Andina

Seu único habitat conhecido é o povoado de Fundo Nuevo Mundo, no Parque Nacional Cordilheira Azul, no departamento de Huánuco, a 1.500 metros de altitude.

Rã vermelha e preta

Essa rã, cujo nome científico é Ranitomeya benedicita, vive nas regiões de Loreto e San Martín, entre 150 e 405 metros acima do nível do mar, nas planícies do Sacramento, entre os rios Huallaga e Ucayali.

Foto Divulgação/Agência Andina

Seu nome deriva tanto de seu local de origem quanto da dificuldade de encontrá-la na natureza. Quem avista uma pode se considerar “abençoado”.

Descobertas recentes

Nos últimos anos, pesquisas científicas descobriram novas espécies de rãs em território peruano, entre as quais se destacam as seguintes:

A nova espécie descoberta no Parque Nacional Cordillera Azul — localizado entre os departamentos de San Martín, Loreto, Ucayali e Huánuco — foi batizada de Oreobates shunkusacha. Este último nome significa “Coração da Floresta” na língua quíchua-lamista.

Foto Divulgação/Agência Andina

Esta é uma espécie que habita as florestas primárias de planície das Yungas, localizadas a uma altitude entre 1.351 e 1.600 metros acima do nível do mar.

Outra nova espécie, chamada Gastrotheca mittaliiti, foi encontrada em Huancabamba, um ecossistema de alta biodiversidade no departamento de Amazonas, em uma investigação desenvolvida pelo Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável de Ceja de Selva (INDES-CES) da Universidade Nacional Toribio Rodríguez de Mendoza (UNTRM).

Foto Divulgação/Agência Andina

Este anfíbio pertence ao gênero Gastrotheca, conhecido por sua estratégia reprodutiva singular: as fêmeas carregam seus filhotes em uma bolsa dorsal, o que o torna um grupo de especial interesse científico. Como contribuição adicional, o estudo relata pela primeira vez a presença de Gastrotheca turnerorum no Peru, ampliando o conhecimento sobre a distribuição dessa espécie no país.

Uma nova espécie de rã-flecha venenosa do gênero Ranitomeya foi descoberta na área do Parque Nacional Alto Purús, que abrange as regiões de Madre de Dios e Ucayali, após anos de pesquisa na bacia do rio Purús.

Foto Divulgação/Agência Andina

A nova espécie de rã, denominada Ranitomeya hwata, mede cerca de 15 milímetros de comprimento e é uma das menores espécies do gênero Ranitomeya, conhecido por suas cores vibrantes e comportamento reprodutivo singular.

Apresenta listras dorsais amarelo-brilhantes, um padrão ventral finamente mosqueado e uma faixa preta que separa a região gular do ventre. Vive exclusivamente em florestas nativas de bambu do gênero Guadua, onde utiliza as câmaras naturais dessas plantas para se reproduzir.

Diferentemente de seus parentes próximos, os machos dessa espécie exibem comportamento poligínico, recrutando múltiplas fêmeas por local de reprodução.

*O conteúdo foi originalmente publicado pela Agência Andina

As informações apresentadas neste post foram reproduzidas do Portal Amazônia e são de total responsabilidade do autor.
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