Segundo o Dicionário Aurélio, “mitigar” significa “tornar menos intenso, atenuar”. No jargão climático, o termo tem o mesmo sentido: “tornar menos intensas, atenuar as consequências das mudanças climáticas sobre o planeta”.
Acontece que a única forma de “mitigar os efeitos das mudanças climáticas” ou “torná-los mais brandos” é reduzindo as emissões de gases de efeito estufa (GEE), o principal causador do aquecimento global e das alterações nos padrões climáticos do planeta.
Portanto, quando se fala em “mitigação climática”, estamos falando em cortar emissões de gases que provocam o efeito estufa. Os termos, inclusive, passaram a ser usados como sinônimos: mitigação climática = redução de emissões de GEE.
Para saber como cortar emissões, é importante primeiro conhecer de onde elas vêm e quem são os responsáveis por elas. Atualmente, a queima de combustíveis fósseis, o desmatamento e a agropecuária são as principais atividades humanas responsáveis pelo problema. Mas a parcela de culpa é muito diferente entre tais atividades.
Em nível global, a queima de combustíveis fósseis para uso no setor energético responde pela maior fatia: 68% das emissões de GEE no planeta, segundo o mais recente Relatório sobre a Lacuna de Emissões do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), lançado em outubro de 2024. Algumas contas, no entanto, chegam a atribuir até 85% da culpa pelo aquecimento global à queima de combustíveis fósseis.
As mudanças no uso do solo, como o desmatamento, e a agricultura, ficam em segundo lugar, com 18% do total emitido. Os processos industriais, como produção de cimento e produtos químicos, por exemplo, ficam em terceiro lugar, com 9%, e o setor de resíduos, com 4%, ainda segundo o relatório do PNUMA.
No ranking de países, quem ocupa o topo da lista atualmente é a China, maior emissora mundial, seguida pelos Estados Unidos, Índia, União Europeia (soma dos 27 países) e Rússia. Quando consideradas as emissões históricas, isto é, a soma de emissões desde a Revolução Industrial, os Estados Unidos ficam na frente.
Apesar de sua matriz energética majoritariamente “limpa”, o Brasil também é um grande emissor. Estamos no sexto lugar do ranking mundial. Por aqui, no entanto, o maior vilão é o setor de Mudança no Uso do Solo ou, em, bom português, o desmatamento.
O governo brasileiro conseguiu reduzir em 30,6% o desmatamento na Amazônia, entre 2023 e 2024, mas a destruição da vegetação nativa nos outros biomas, como o Cerrado, continua em alta. Se quiser dar sua parcela para a mitigação das mudanças climáticas, o Brasil vai precisar endereçar o problema.
As informações apresentadas neste post foram reproduzidas do Site O Eco e são de total responsabilidade do autor.
Ver post do Autor