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Tuneladora usada para construir o Túnel do Tâmisa, em Londres. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)

Como os túneis embaixo d’água são construídos?

Os túneis subaquáticos são obras-primas da engenharia moderna, e permitem que milhares de pessoas atravessem corpos d’água todos os dias. Esses túneis são fundamentais na infraestrutura global, facilitando o transporte e conectando comunidades. Mas como exatamente eles são construídos? Vamos explorar as técnicas fascinantes que tornam isso possível.

Tunelamento de escudo

Tuneladora usada para construir o Túnel do Tâmisa, em Londres. (Fonte: Wikimedia Commons / Reprodução)

A tuneladora escudo é uma grande estrutura retangular ou cilíndrica, geralmente feita de ferro fundido ou aço, equipada com aberturas controladas por obturadores. Nesse método, os trabalhadores removem o solo macio à medida que o escudo avança. Isso proporciona uma proteção segura aos trabalhadores e permite a construção contínua do túnel, ao mesmo tempo em que protege o ambiente ao redor da escavação.

A técnica foi criada pelo engenheiro franco-britânico Marc Isambard Brunel em 1818 e utilizada na construção do primeiro túnel subaquático sob o Rio Tâmisa, em Londres, em 1842. Ao longo dos anos, o método foi aprimorado, e passou a incluir escudos feitos de aço e equipados com macacos hidráulicos para um avanço mais eficiente e seguro.

Máquinas de perfuração de túneis

“Tatuzão”. (Fonte: Wikimedia Commons / Reprodução)

Cavar em terra macia é um desafio, mas perfurar rochas submersas exige uma abordagem ainda mais sofisticada. É aí que entram as máquinas de perfuração de túneis, popularmente conhecidas como “tatuzão”. Utilizadas na construção do Eurotúnel, elas têm cabeças de corte giratórias que exercem pressão sobre a rocha, quebrando-a em fragmentos. Esses detritos são então transportados para fora do túnel. Para a escavar os 50 metros de extensão do Eurotúnel foram usados 11 “tatuzões”.

Tubos submersos e outras técnicas

Cofferdam. (Fonte: Wikimedia Commons/Reprodução)
Cofferdam. (Fonte: Wikimedia Commons / Reprodução)

Outra técnica é a do tubo submerso, desenvolvido pelo engenheiro americano W.J. Wilgus, em que segmentos pré-fabricados do túnel são construídos em outro local, enquanto uma vala é dragada no local onde o túnel será instalado. Esses segmentos são, então, levados até a área, afundados no lugar e conectados para formar o túnel completo. Um exemplo desse método é o túnel Ted Williams, em Boston.

Em alguns casos é necessário criar um local seco para a construção subaquática. Para isso, pode ser utilizado o cofferdam, ou ensecadeira, uma estrutura temporária construída para criar uma área seca em um ambiente submerso, proporcionando um espaço seguro para a construção.

Também podem ser usados os caixões: estruturas pré-fabricadas que, quando afundadas na água, são mantidas pressurizadas para evitar a entrada de água. Assim, os trabalhadores conseguem construir dentro da estrutura, que se torna parte da construção final.

A construção de túneis embaixo d’água demonstra o incrível avanço da engenharia ao longo do tempo. As técnicas modernas superam os desafios de construir em ambientes submersos e garantem a segurança dessas infraestruturas vitais para o transporte e a conectividade global.

As informações apresentadas neste post foram reproduzidas do Site Mega Curioso e são de total responsabilidade do autor.
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