Por Ana Luisa Albernaz, Marcelo Cordeiro Thalês, Marcelo Gordo, Diogo Lagroteria, Tainara V. Sobroza, William E. Magnusson, Philip M. Fearnside, Leandro Jerusalinsky, Renata Bocorny de Azevedo, Rodrigo Baia Castro, Dayse Campista, Wilson Roberto Spironello e Maurício Noronha.
Todas as decisões, começando pela definição da área de estudo, foram tomadas coletivamente durante oito reuniões virtuais com a presença da maioria dos autores. Com base na experiência do grupo e na literatura disponível, definimos os alvos e como representar espacialmente cada um deles. Decidimos coletivamente sobre as principais ameaças e atribuímos pesos a elas para criar a superfície de custo. A justificativa para cada decisão foi revisitada na reunião subsequente para garantir que todos os participantes tivessem a oportunidade de contribuir e que o processo de tomada de decisão fosse transparente e inclusivo.
Área de estudo
Os limites da área de estudo foram definidos com base na distribuição do sauim-de-coleira proposta por Röhe [1], com a adição uma faixa de amortecimento de 10 km ao norte para permitir alguma futura extensão da área de distribuição que poderia resultar dos estudos em andamento. Em todas as outras direções, os limites são naturalmente definidos por rios (Fig. 1). A área abrange partes dos municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Itacoatiara, no estado do Amazonas.
A área de estudo inclui a área urbana de Manaus e, como essa zona urbana tem uma escala mais fina e requer diferentes ações e estratégias de conservação, tratamos essa área separadamente e não aplicamos a ela a abordagem de planejamento sistemático. Como o estabelecimento de áreas protegidas é mais restrito na zona urbana, a prioridade para essa zona é a conservação de todas as áreas verdes remanescentes, incluindo a vegetação primária e secundária.
Os limites da zona urbana foram definidos de acordo com o Plano Diretor do Município de Manaus [2]. As áreas verdes foram identificadas usando a classificação MapBiomas com resolução de 30 m [3]. Florestas primárias e secundárias foram combinadas em uma única classe. Para evitar a priorização de manchas de vegetação muito pequenas e isoladas, consideramos apenas áreas verdes maiores que 1 ha. Para a zona urbana, compilamos as informações disponíveis sobre áreas protegidas e analisamos sua eficácia na prevenção da perda de cobertura vegetal. Conforme recomendado no seminário público (veja a seção “contribuições e envolvimento das partes interessadas” abaixo), incluímos no mapa final da cidade as áreas de preservação permanente (APPs) definidas pela lei brasileira nº 12.651/2012, mais conhecida como “Código Florestal”. Dados espaciais para APPs eram oferecidos pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável [4].
Para aplicar o planejamento sistemático de conservação, criamos um shapefile de unidades de planejamento composto por hexágonos de 100 ha que circundavam a zona urbana e incluíam a distribuição geográfica conhecida do sauim-de-coleira, além de uma faixa de amortecimento de 10 km ao norte (Fig. 2). Os limites das áreas protegidas foram inseridos na camada de unidades de planejamento, mas apenas as áreas de proteção integral, terras indígenas ou as zonas definidas como “preservação” ou “conservação” dentro das áreas protegidas de uso sustentável receberam o status de “protegidas”. As demais zonas ou áreas que não são de proteção integral receberam o status “inicial” no arquivo de entrada do MARXAN. Esse status foi concedido porque sua proteção efetiva poderia ser alcançada mais facilmente se fossem priorizadas na solução final gerada pelo algoritmo. Excluímos a zona urbana dessa camada.

Preparação de dados – Metas
Neste estudo, adotamos o conceito de alvos com base em [5]. Os alvos são os atributos a serem conservados, cada um com uma quantidade explícita que queremos atingir com o plano. Em seguida, conduzimos nossas discussões iniciais para identificar as principais características de interesse: primeiro, as outras espécies endêmicas da área que poderiam potencialmente se beneficiar de ações para conservar o sauim-de-coleira, e, segundo, áreas com diferentes composições ambientais, porque áreas com diferentes tipos de vegetação, geomorfologia e proximidade com a água podem abrigar espécies diferentes. Sua inclusão como alvos pode, portanto, aumentar a representatividade da biodiversidade, bem como a disponibilidade de recursos que alguns desses ambientes fornecem ao sauim-de-coleira.
A disponibilidade de dados espaciais foi um requisito para a inclusão de cada espécie-alvo, o que excluiu alguns táxons indicados que haviam sido descobertos recentemente em Manaus e municípios vizinhos, nomeadamente Eugenia kerianthera [6] e uma Monodelphis sp. [7]. Apenas alguns pontos de observação estão disponíveis, impossibilitando a avaliação completa de sua distribuição geográfica no momento. No entanto, mesmo que não explicitamente incluídas, essas espécies provavelmente se beneficiarão do aumento da proteção na área de estudo. Todas as espécies e tipos de vegetação alvo são descritos em detalhes abaixo (Fig. 3, Tabela 1).

Tabela 1: Síntese de alvos, incluindo tipos, nomes e quantidades.

Saguinus bicolor
Os limites de distribuição do sauim-de-coleira, foco principal deste estudo, foram atualizados com base na nova Extensão de Ocorrência proposta por [8]. A maior parte da nova Extensão de Ocorrência (98,8%) estava dentro da nossa área de estudo delimitada, de modo que o polígono de distribuição final possui uma área de 826.991 ha. A meta de conservação para o sauim-de-coleira foi estabelecida em 50% de sua área de distribuição.
Atelopus manauensis
Este pequeno sapo também é uma espécie de distribuição restrita e endêmica da região de Manaus, com aproximadamente metade de sua distribuição sobrepondo-se à área de distribuição do sauim-de-coleira. Sua inclusão como alvo aumenta a representatividade das áreas prioritárias. Como a ocorrência desta espécie é limitada a ambientes próximos à água, foi recomendado focar apenas nestes ambientes dentro da área de distribuição da espécie. Para este propósito, os pontos de ocorrência registrados por Jorge et al. [9] foram digitalizados e sobrepostos em um modelo Height Above the Nearest Drainage (HAND) [10] para obter seu valor para cada ponto. O resultado foi uma média de 3,06 m, DP 5,98. Para sermos conservadores, no sentido de incluir uma área de habitat maior que possa ser usada pela espécie, usamos a média ± 2 DP, o que resultou na inclusão de todos os pixels com valores <15 m no modelo HAND. Como a espécie não é apenas endêmica, mas também tem uma disponibilidade de habitat muito limitada, a meta para essa espécie também foi definida em 50% da área de distribuição resultante.
Florestas inundadas
Florestas inundáveis são ambientes de alta produtividade que abrigam uma variedade de espécies economicamente e ecologicamente valiosas na Amazônia brasileira [11]. Devido às consideráveis flutuações nos níveis de água ao longo do ano, esses ecossistemas abrigam espécies que se adaptaram a essa mudança sazonal significativa, e que nem sempre são encontradas em outros habitats [12]. Ainda não está claro se o sauim-de-coleira utiliza esse ambiente e, em caso afirmativo, com que frequência. No entanto, devido à natureza distinta dessas florestas inundáveis e à sua função como berçário para inúmeras espécies aquáticas, consideramos crucial incluí-las como alvos.
Dado que esses ambientes são estratificados ao longo de faixas na interface terra-água, é provável que mais de uma de suas subclassificações esteja representada em uma única unidade de planejamento. Assim, todas as classes presentes na área de estudo foram agrupadas e consideradas relevantes para a representação. As subclasses da base de dados incluídas foram arbusto não inundável, floresta inundável, floresta não inundável e floresta inundável. O banco de dados foi fornecido pelo Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera-LBA [13] e a meta foi de 80%.
Floresta aberta e Campinarana
Os tipos de vegetação são geralmente considerados como alvos de conservação porque fornecem um habitat para diversas espécies de plantas e animais. Portanto, diferentes tipos de vegetação, como campinaranas e florestas abertas, ajudam a aumentar a representatividade da biodiversidade. No caso do sauim-de-coleira e outros vertebrados, é comum que eles utilizem diferentes tipos de vegetação para obter diferentes recursos [14]. Consequentemente, os tipos de vegetação desempenham papel importante na manutenção da diversidade e disponibilidade de alimentos. O banco de dados utilizado para os tipos de vegetação foi o do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, um arquivo vetorial com resolução espacial de 250 metros [15]. Para cada tipo de vegetação, definimos uma meta de 30% da área, correspondente à recomendada pelo arcabouço global de biodiversidade Kunming-Montreal.
Florestas Densas
A floresta densa ocupa a maior parte da distribuição geográfica do sauim-de-coleira e, dado que esta espécie utiliza uma variedade de tipos de vegetação, considerou-se relevante diferenciar a vegetação dentro desta classe do IBGE. A base escolhida para esta diferenciação foi o estudo de Schietti et al. [16], que mostra que a vegetação responde à distância vertical da drenagem, conforme representada pelo modelo HAND [10]. De acordo com seus resultados, quatro classes foram definidas: (1) < 5 m; (2) 5,001-10 m; (3) 10,001-25 m; (4) >25 m. Como pouco suporte foi encontrado na literatura para diferenciar as metas para esses ambientes, uma meta geral de 30% foi atribuída a cada tipo de vegetação.
Florestas secundárias
O sauim-de-coleira utiliza florestas secundárias para suas atividades normais e também para obter recursos alimentares [14, 17]. Por esse motivo e devido à importância das florestas secundárias para a conectividade entre ambientes, foi proposto estabelecer metas específicas para essas florestas. Como áreas mais maduras têm maior chance de permanência e melhor estrutura, foi estabelecida uma meta de 40% para áreas com mais de 20 anos e uma meta de 30% para áreas com menos de 20 anos ou de idade indeterminada. Os limites das florestas secundárias foram obtidos do TerraClass 2020 [18], que possui uma boa classificação geral desse ambiente, e as idades das florestas secundárias foram derivadas do banco de dados MapBiomas [3], que detalha os anos de conversão.
Planaltos
Os planaltos foram incluídos como alvo específico porque essas áreas, de baixa declividade e com altitude relativamente alta, abrigam espécies especializadas e são ambientes altamente ameaçados tanto pelo desmatamento quanto pela agricultura mecanizada [19]. A definição espacial dos planaltos foi construída cruzando as florestas densas (do banco de dados do IBGE), com declividade menor que 8% e altitude maior que 75 m, do banco de dados Forest and Buildings Removed Copernicus DEM-FABDEM 1.0 [20]. Uma meta de 50% foi estabelecida para as áreas de planalto.
Preparação de dados – Custos
A incorporação de uma superfície de custos é um passo importante no planejamento sistemático de conservação, pois ajuda a selecionar áreas com menos conflitos com os esforços de conservação [21, 22]. O raciocínio é que áreas com alto impacto geralmente têm baixo valor de conservação e exigem investimentos para recuperação ou controle da degradação, o que nem sempre é bem-sucedido. Aqui, usamos a superfície de custos para selecionar áreas que, dadas as contribuições iguais para os alvos, estão expostas a menos ameaças que poderiam comprometer o sucesso da conservação. Para construir uma superfície de custos, identificamos as principais ameaças à persistência de ambientes naturais na região de interesse e atribuímos pesos entre 1 e 10 para refletir o impacto relativo de cada uma dessas ameaças. Presumimos que a probabilidade de perda ou degradação causada por essas ameaças aumenta os custos de gestão da conservação [21]. As principais ameaças listadas são apresentadas nas seções a seguir, juntamente com a descrição dos dados espaciais usados para representá-las (Fig. 4, Tabela 2). [23]

Tabela 2. Síntese dos custos: tipos e respectivos pesos.

Notas
[1] Röhe, F. (2006). Área de contato entre as distribuições geográficas de Saguinus midas e Saguinus bicolor (Callitrichidae-Primates): a importância de interações e fatores ecológicos. UFAM – Universidade Federal do Amazonas / Instituto Nacional de pesquisas da Amazônia (INPA)]. Manaus.
[2] IMPLURB. (2021). Legislação Urbanística Municipal – Plano Diretor Urbano e Ambiental de Manaus e suas leis complementares. Manaus: Prefeitura de Manaus
[3] MapBiomas. (2022). Brasil coverage.
[4] FBDS (Fundação Brasileira de Desenvolvimento Sustentável). (2024). GIS Database – APP- Manaus [GIS database].
[5] Margules, C. R., & Pressey, R. L. (2000). Systematic conservation planning. Nature,405, 243- 253.
[6] Souza, M. A. D. de, Scudeller, V. V., & Mendonça, M. S. de (2015). Three new species of Eugenia (Myrtaceae) from Brazilian Amazonia. Phytotaxa,212(1), 87-94.
[7] Pavan, S. E., Jansa, S. A., & Voss, R. S. (2014). Molecular phylogeny of short-tailed opossums (Didelphidae: Monodelphis): Taxonomic implications and tests of evolutionary hypotheses. Molecular Phylogenetics and Evolution,79, 199-214.
[8] Lagroteria, D., Cavalcante, T., Zuquim, G., Röhe, F., Medeiros, A. S. M., Hrbek, T., & Gordo, M. (2024). Assessing the invasive potential of Saguinus midas in the extent of occurrence of the critically endangered. Saguinus bicolor. Frontiers in Conservation Science,5, 16.
[9] Jorge, R. F., Magnusson, W. E., da Silva, D. A., Polo, É. M., & Lima, A. P. (2020). Urban growth threatens the lowland Amazonian Manaus harlequin frog which represents an evolutionarily significant unit within the genus Atelopus (Amphibia: Anura: Bufonidae). Journal of Zoological Systematics and Evolutionary Research,58(4), 1195-1205.
[10] Nobre, A. D., Cuartas, L. A., Hodnett, M., Rennó, C. D., Rodrigues, G., Silveira, A., Waterloo, M., & Saleska, S. (2011). Height Above the Nearest Drainage – a hydrologically relevant new terrain model .Journal of Hydrology,404(1-2), 13-29.
[11] Castello, L., & Macedo, M. (2016). Large-scale degradation of Amazonian freshwater ecosystems. Global Change Biology,22, 990-1007.
[12] Wittmann, F., Marques, M. C. M., Júnior, G. D., Budke, J. C., Piedade, M. T. F., Wittmann, A. d. O., Montero, J. C., Assis, R. L. d., Targhetta, N., Parolin, P., Junk, W. J., & Householder, J. E. (2017). The Brazilian freshwater wetscape: Changes in tree community diversity and composition on climatic and geographic gradients. PLOS One,12(4).
[13] Hess, L. L., Melack, J. M., Affonso, A. G., Barbosa, C. C. F., Gastil-Buhl, M., & Novo, E. M. L. M. (2015). LBA-ECO LC-07 Wetland Extent, Vegetation, and Inundation: Lowland Amazon Basin.
[14] Gordo, M. (2012). Ecologia e conservacão do sauim-de-coleira, Saguinus bicolor (Primates; Callitrichidae). Tese de doutorado. Museu Paraense Eḿilio Goeldi. Belém, PA.
[15] IBGE. (2023b). Mapeamento de Recursos Naturais- Vegetação ESCALA 1:250.000.
[16] Schietti, J., Emilio, T., Rennó, C. D., Drucker, D. P., Costa, F. R. C., Nogueira, A., Baccaro, F. B., Figueiredo, F., Castilho, C. V., Kinupp, V., Guillaumet, J.-L., Garcia, A. R. M., Lima, A. P., & Magnusson, W. E. (2014). Vertical distance from drainage drives floristic composition changes in an Amazonian rainforest. Plant Ecology & Diversity, 7(1–2), 241–253.
[17] Egler, S. (1992). Feeding ecology of Saguinus bicolor bicolor (Callitrichidae: Primates) in a relict forest in Manaus, Brazilian Amazonia. Folia Primatologica,59(2), 61-76.
[18] INPE. (2023). TerraClass- Mapa das classes de uso e cobertura da terra .
[19] Soares-Filho, B., Alencar, A., Nepstad, D., Cerqueira, G., Diaz, M. D. C. V., Rivéro, S., Solórzano, L., & Voll, E. (2004). Simulating the response of land-cover changes to road paving and governance along a major Amazon highway: the Santarém–Cuiabá corridor. Global Change Biology, 10, 745–764.
[20] Hawker, L., & Neal, J. (2021). FABDEM 1.0
[21] Naidoo, R., Balmford, A., Ferraro, P. J., Polasky, S., Ricketts, T. H., & Rouget, M. (2006). Integrating economic costs into conservation planning. Trends in Ecology & Evolution,21(12), 681-687.
[22] Wilson, K. A., Cabeza, M., & Klein, C. J. (2009). Fundamental concepts of spatial conservation prioritiation. In A. Moilanen, K. A. Wilson, & H. P. Possingham (Eds.), Spatial Conservation Prioritization: Quantitative Methods & Computational Tools (pp. 16-27). Oxford University Press.
[23] Esta série é uma tradução de Albernaz, A.L., M.C. Thalês, M. Gordo, D. Lagroteria, T.V. Sobroza, W.E. Magnusson, P.M. Fearnside, L. Jerusalinsky, R.B. de Azevedo, R.B. Castro, D. Campista, W.R. Spironello & M. Noronha. 2026. Conservation of an endangered Amazonian primate: Priority areas for the pied tamarin (Saguinus bicolor) in Manaus, Brazil. Journal for Nature Conservation, 89: art. 127069. Este estudo foi apoiado pelo RE:WILD (número de subvenção SMA-CCO-G0000000301), proposto e coordenado pelo Instituto Sauim-de-Coleira e com o apoio institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi (computadores e softwares para reuniões virtuais e análise de dados). A maior parte dos autores é de instituições locais. Os autores declaram não haver conflito de interesses. Agradecemos os comentários dos três revisores, que contribuíram para o aprimoramento do manuscrito.
Sobre os autores
Ana Luisa Albernaz possui Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, e Mestrado e Doutorado em Biologia (Ecologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Atualmente é professora e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Evolução (PPGBE) e pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi, onde foi Diretora de 2018 a 2022. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: várzea, Amazônia, biodiversidade, e planejamento para a conservação.
Marcelo Cordeiro Thalês Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal Rural da Amazônia, mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e doutorado em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Pará. Atualmente é Tecnologista do Museu Paraense Emílio Goeldi. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Sensoriamento Remoto, atuando principalmente nos seguintes temas: sensoriamento remoto, Amazônia, uso da terra, classificação de imagens e dinâmica da paisagem.
Marcelo Gordo possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), mestrado em Biologia (Ecologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e doutorado em Zoologia pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Atualmente é professor Associado da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Tem experiência na área de Ecologia e taxonomia, atuando principalmente nos seguintes temas: Amazônia, conservação, Saguinus bicolor, herpetofauna e mamíferos.
Diogo Lagroteria possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná, Especialização em manejo de espécies ameaçadas pela University of Kent, Inglaterra, e Mestrado em Ecologia pelo Instituto de Pesquisas Amazônicas (INPA). Atualmente é analista ambiental do ICMBio/MMA, atuando no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM), em Manaus, Amazonas. É coordenador executivo do Plano de Ação Nacional para conservação do Sauim-de-coleira e é membro do Grupo de Especialistas em Primatas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Atua principalmente em temas como conservação e manejo de fauna silvestre ameaçada de extinção, abordando tópicos relacionados, tais como medicina da conservação, elaboração de planos de ação para a proteção de espécies ameaçadas e iniciativas de educação ambiental.
Tainara V. Sobroza possui Graduação em Bióloga pela Universidade Federal de Santa Maria, e mestrado e doutorado em Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Atualmente é bolsista de pós-doutorado no projeto BioTechQuilombo pela iniciativa Amazônia +10. Tem interesse em Mastozoologia, Primatologia e no uso do som como ferramenta para o estudo de espécies, interações e habitats. Atualmente é colaboradora do programa de conservação “Projeto Sauim-de-Coleira” vinculado à Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Também colabora com o Centro de Estudos Integrados da Biodiversidade Amazônica (CENBAM) realizando inventários e monitoramento de primatas e outros grupos de mamíferos. Tem experiência com curadoria de dados acústicos e bancos de dados de projetos de longa duração.
William E. Magnusson possui graduação e doutorado em Ciências Biológicas pela Universidade de Sydney, Austrália. Atualmente é pesquisador titular III do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e bolsista de produtividade do CNPq nível 1B, tendo publicado >250 artigos sobre uma ampla variedade de grupos taxonômicos. Ele tem interesse especial em desenhos amostrais multidisciplinares.
Philip Martin Fearnside é doutor pelo Departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária da Universidade de Michigan (EUA) e pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus (AM), onde vive desde 1978. É membro da Academia Brasileira de Ciências e pesquisador 1A de CNPq. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), em 2007. Tem mais de 800 publicações científicas e mais de 800 textos de divulgação de sua autoria que estão disponíveis aqui.
Leandro Jerusalinsk possui Bacharel em Ciências Biológicas, Mestrado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Doutorado em Ciências Biológicas – Zoologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPB). Atualmente é Analista Ambiental no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ele é Coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (ICMBio/CPB), e é Presidente Adjunto do Grupo Especialista em Primatas (PSG) da Comissão para a Sobrevivência de Espécies (SSC) da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Suas principais áreas de atuação são Conservação de Primatas, Primatologia, Planejamento Estratégico para a Conservação, Gestão Estratégica e Biologia da Conservação.
Renata Bocorny de Azevedo possui Graduação em Ciências Biológicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), especialização em Animais Silvestres com ênfase em Conservação na Amazônia, pela Universidade Federal Rural da Amazônia, e mestrado em Zoologia também pela PUC-RS. Atualmente é Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), lotada no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB). Tem experiência na área de Zoologia, com ênfase em Etologia, Ecologia e Conservação de Primatas e na área de gestão ambiental.
Rodrigo Baia Castro possui graduação em Licenciatura Plena em Ciências Naturais pela Universidade do Estado do Pará, graduação em Sistemas de Informação pela Universidade Federal do Pará, e bacharelado em Direito pela faculdade Estacio de Castanhal. Possui especialização em Educação Social para a Juventude pela Universidade do Estado do Pará, mestrado em Zoologia pela Universidade Federal do Pará, e doutorado em biodiversidade pelo Museu Emilio Goeldi. Possui experiência em sensoriamento remoto, modelos de distribuição de espécies, as ameaças à biodiversidade e a priorização espacial para a conservação.
Dayse Campista possua graduação em Bióloga pela Universidade Gama Filho(UGF), mestrado em ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Possui habilidades em educação ambiental, gestão de parques zoológicos, manejo dos recursos naturais e gestão ambiental. Atualmente, Diretora Executiva do Instituto Sauim-de-coleira e coordenadora do Programa de Educação Ambiental “Sauim na Escola”.
Wilson Roberto Spironello possui graduação em Ecologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e doutorado em Biologia pela Universidade de Cambridge, Inglaterra. Desde 2023 é pesquisador no Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA). De 2002-2023 foi pesquisador no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Foi presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia (2014-2015) e do Instituto Sauim-de-coleira (2022-2023). Possui experiência em ecologia de primatas e com a ecologia e monitoramento de mamíferos terrestres de médio e grande porte.
Maurício de Almeida Noronha possui graduação em Ciências Biológicas e especialização em Manejo de Animais Silvestres pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e Mestrado em Ciências Ambientais e Florestais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). As suas pesquisas focam em mastofauna do bioma Amazônia, com ênfase em primatas.
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