Zambelli é defenestrada das redes sociais

Zambelli é defenestrada das redes sociais
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Os perfis da deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foram suspensos do Twitter, Instagram, YouTube, TikTok e LinkedIn na tarde desta terça-feira (1º). Embora as redes não explicitem, a medida foi tomada atendendo à decisão judicial.

No domingo (30), o ministro Gilmar Mendes, do STF (Supremo Tribunal Federal), encaminhou à PGR (Procuradoria-Geral da República) um pedido de investigação da oposição contra a deputada Carla Zambelli (PL-SP).

A Corte Eleitoral estabeleceu a remoção de 10 perfis nas plataformas do Facebook, Twitter, Instagram, Youtube, Telegram, Tiktok, Gettr, Whatsapp e Linkedin, sob pena de multa de R$ 150 mil às redes em casos de descumprimento.

Na decisão, foram listadas publicações realizadas pela deputada que “atingem a integridade e normalidade do processo eleitoral, incentivando, com base em falsas acusações de fraude, a recusa dos resultados e intervenção militar”. Foram citadas mensagens aos bloqueios de estradas, acusações de “ordens ilegais” do ministro Alexandre de Moraes, e pedidos de “intervenção militar”.

De acordo com a decisão, a conduta de Zambelli pode ser enquadrada como crimes previstos no Código Eleitoral e na lei de defesa do Estado Democrático de Direito. No documento, a Corte Eleitoral destacou que “as publicações possuem potencial para tumultuar o processo eleitoral” e que os discursos da deputada “incentivam comportamentos ilegais e beligerantes, atraindo, como consequência, a possibilidade de altercações ou episódios potencialmente violentos”.

Indisponível

A parlamentar afirmou, por meio de nota, que foi “censurada” pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) após as eleições e que perdeu até o acesso aos aplicativos de mensagens Telegram e WhatsApp.

“Ainda, a deputada ficará incomunicável, com suspensão de acesso a aplicativos de mensagem instantânea, como o seu WhatsApp, que foi alvo de vazamento na internet no último fim de semana”, diz a nota divulgada por ela.

Quando os perfis são acessados, mostram as mensagens “conta retida em resposta a uma demanda judicial”, no Twitter, e “está página não está disponível”, no Instagram e YouTube.

O pedido movido pelo PT foi feito após Zambelli apontar uma arma contra o jornalista Luan Araújo no sábado (29), véspera do segundo turno, em São Paulo. Ela foi filmada perseguindo e apontado a arma para o eleitor de Lula em área nobre de São Paulo. Um segurança da deputada foi preso em flagrante por disparo de arma de fogo. Ele é um dos envolvidos na confusão.

Pastor Valadão

O pastor bolsonarista André Valadão, da Igreja Batista da Lagoinha, também teve sua conta no Twitter retida. Além disso, o Instagram removeu o perfil com mais de 5,5 milhões do pastor também nesta terça.

Em 19 de outubro, o pastor publicou um vídeo nas redes sociais em que dizia se “retratar” pela divulgação de falsas acusações contra o ex-presidente Lula (PT), então candidato e agora presidente eleito.

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