Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Visando preservação da Amazônia, Pará vai implementar modelo de restauração florestal

Visando preservação da Amazônia, Pará vai implementar modelo de restauração florestal

O Governo do Pará vai lançar em 2024 um edital de concessão para recuperação da vegetação nativa. O conceito inova ao permitir a exploração de ativos como créditos de carbono oriundos do reflorestamento. A iniciativa faz parte da implementação do Plano de Recuperação da Vegetação Nativa, cuja meta é recuperar 5,6 milhões de hectares no Estado até 2030. O primeiro edital do novo modelo será destinado à Unidade de Recuperação Triunfo do Xingu, uma área desmatada de 10 mil hectares na região Oeste.

O novo modelo cria a figura jurídica da “Unidade de Recuperação”, uma categoria de proteção estruturada especialmente para áreas em processo de recuperação da cobertura vegetal, dificultando os processos de grilagem e restringindo as atividades irregulares.

Foto: Pedro Guerreiro/Agência Pará

A expectativa do Executivo é de que 2,7 milhões de toneladas de CO2 sejam sequestradas da atmosfera ao longo dos 40 anos de concessão. Segundo o governador do Estado, Helder Barbalho, o modelo é o mais eficiente para recuperar as áreas, atrair parcerias e dar melhores condições de vida, trabalho e segurança à população local.

“Nós estamos falando de investimentos em torno de R$ 220 milhões, com criação de 2 mil empregos diretos e até 4 mil indiretos. Além da recuperação da vegetação, a concessão vai requalificar o espaço humano na floresta, com mais segurança, oportunidades de trabalho, capacitação e desenvolvimento local”, disse o governador.

Valorização  

Ainda segundo Helder Barbalho, o lançamento do novo modelo coincide com o melhor momento de valorização no mercado dos projetos do tipo ARR (Florestamento, Reflorestamento e Revegetação), que têm liquidez e valor maiores pela eficácia da remoção do carbono.

“A previsão é de gerar receitas no valor de R$ 400 milhões, com retorno sobre capital investido estimado em dez anos. É um modelo muito atrativo para o Estado e para o investidor, sobretudo por causa do direito de explorar créditos de carbono, com ótimas perspectivas de retorno financeiro no mercado voluntário”,

destacou o governador.

Para o secretário de Estado de e , Mauro O’de Almeida, o modelo inova também ao respeitar os modos de vida e as atividades já existentes no território. “O projeto não será executado em terra privada, e nem haverá desocupações. Antes, a concessão vai estimular sinergias entre investidor e população”, afirmou.

As informações apresentadas neste post foram reproduzidas do Portal Amazônia e são de total responsabilidade do autor.
Ver post do Autor

Postes Recentes