Uma copa fora do lugar

Uma copa fora do lugar. Fazer copa no Catar é um ataque direto à luta pelos direitos humanos. Um país onde reina a homofobia e o machismo que impede e pune qualquer movimento para liberdade de expressão tanto de mulheres quanto de pessoas LGBTQIAP+. E nesse lugar, a revolução feminista que está estremecendo as bases da cultura do Irã, funde futebol e política. No jogo Irã x País de Gales, uma torcedora iraniana mostra a camisa da seleção de seu país com o nome de Mahsa Amini, uma jovem de 22 anos que morreu após ser detida pela polícia de moralidade do Irã, supostamente por usar seu hijab de forma inadequada e que se transformou no ícone do levante das mulheres que muda a história atual do país. Rapidamente, ela foi acuada e proibida pela segurança catariana de fazer a sua manifestação. Em tempo: no primeiro jogo do Irã, os jogadores da seleção não cantaram o hino nacional em apoio à revolução feminista. E mais: metade dos torcedores apoiou mas metade vaiou. A luta é imensa e a imagem é poderosa.

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