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ToggleEstação funciona no Cantá e é administrada pela Cooperativa dos Agricultores e Pecuaristas de Roraima. Foto: Reprodução/Rede Amazônica RR
Roraima passou a contar com a primeira Estação Pré-Embarque (EPE) credenciada para exportação de gado vivo no estado. A estrutura, localizada no município do Cantá, representa uma nova etapa para a pecuária.
As operações na EPE começaram esta semana, com o envio de 74 cabeças de gado para Georgetown, capital da Guiana. O espaço é administrado pela Cooperativa dos Agricultores e Pecuaristas de Roraima. A Estação Pré-Embarque funciona como um centro de quarentena e preparação sanitária obrigatório para a exportação de animais vivos.
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A unidade é autorizada pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e reúne uma série de exigências relacionadas à saúde animal, bem-estar e rastreabilidade do rebanho. Segundo o presidente da cooperativa, Simeão Peixoto, a implantação da estação abre um novo mercado para os produtores locais.
“É um divisor de águas. Antes, os pecuaristas ficavam limitados ao frigorífico local. Agora, estamos expandindo o mercado para pequenos, médios e grandes produtores. Já exportamos mais de 800 animais e pretendemos ampliar ainda mais”, afirmou.
A iniciativa surgiu a partir da demanda observada em países vizinhos, como Guiana e Venezuela, interessados na compra de gado brasileiro. No entanto, sem uma estação pré-embarque credenciada, Roraima não podia participar desse mercado internacional.
A estrutura foi construída seguindo as normas do Mapa e também as exigências sanitárias dos países importadores. Atualmente, a EPE possui quatro currais e capacidade estática para até 900 animais.
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Bem-estar animal e dieta dos gados
O zootecnista e consultor técnico Diógenes Cardoso explicou que o projeto prioriza o conforto dos bovinos durante o período de permanência no local.
“Cada animal possui cerca de 20 metros quadrados de área, acima do exigido pelo Ministério da Agricultura. O espaço conta com sombreamento, piso de cascalho e áreas adequadas de alimentação justamente para reduzir o estresse térmico e garantir bem-estar”, destacou.
Os animais permanecem no local por pelo menos sete dias antes da viagem. Durante esse período, passam por exames sanitários, controle alimentar, vacinação e monitoramento técnico.
A alimentação também faz parte da preparação para o transporte internacional. Os bovinos recebem silagem de milho, ração balanceada, suplementação mineral e hidratação contínua para evitar perda de peso e desgaste físico durante o trajeto.
“A hidratação é fundamental. Os animais embarcam alimentados e preparados para suportar a viagem com o mínimo de estresse possível e chegar ao destino mantendo a condição corporal”, explicou Diógenes.

Fiscalização e controle sanitário
Além do manejo, a documentação sanitária é uma das etapas mais rigorosas do processo. O tesoureiro da cooperativa e responsável pela documentação, Bruno Alan Ribeiro, explicou que a exportação só é autorizada após o cumprimento de todas as exigências técnicas do país importador e do Ministério da Agricultura.
“São realizados exames, vacinações e monitoramento diário durante a quarentena. Depois disso, toda a documentação é emitida juntamente com o Mapa e a Receita Federal. Só então o lote é autorizado para exportação”, afirmou.
Futuras exportações
A cooperativa informou que pretende ampliar as operações e iniciar, futuramente, a exportação de gado vivo também para a Venezuela. Segundo Simeão, já existe um projeto para exportação inicial de cinco mil animais para o país vizinho.
*Por Wéllida Campos, da Rede Amazônica RR
As informações apresentadas neste post foram reproduzidas do Portal Amazônia e são de total responsabilidade do autor.
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