Quão perto de desenvolver uma bomba atômica os nazistas ficaram?

Quão perto de desenvolver uma bomba atômica os nazistas ficaram?

Por Mega Curioso

Entre os dias 6 e 9 de agosto de 1945, bombardeiros americanos lançaram sobre as cidades de Hiroshima e Nagasaki duas bombas atômicas que mudaram o rumo da história mundial. Entretanto, inicialmente essas bombas tinham como alvo a Alemanha, já que os Aliados temiam que os nazistas criassem esse tipo de arma de destruição em massa antes deles.

Tal receio se baseava no fato de que, em 1938, poucos meses antes de a Alemanha invadir a Polônia e iniciar a Segunda Guerra Mundial, os cientistas Otto Hahn, Fritz Strassman e Lise Meitner descobriram a fissão nuclear. No início de 1939, cientistas alemães se reuniram em Berlim para discutir a aplicação da energia nuclear em armas.

Em setembro do mesmo ano, já em meio à guerra, o físico alemão Kurt Debner convocou outra reunião para definir objetivos da pesquisa e fundar o programa nuclear alemão, que ficou conhecido como “Projeto Uranium” ou “Clube Uranium”.

O Projeto Manhattan e o medo da bomba alemã

(Fonte: Wikimedia Commons)
(Fonte: Wikimedia Commons)

Vários cientistas, que fugiram da Europa nesse período, enviaram cartas ao presidente norte-americano Franklin D. Roosevelt alertando sobre o risco dos alemães desenvolverem uma bomba atômica. Assim, em 1942, depois do apelo de cientistas como Albert Einstein, Roosevelt aprovou a criação do Projeto Manhattan.

A falta de fontes confiáveis impedia que os Aliados conseguissem informações sobre o andamento do Projeto Uranium, então, o Projeto Manhattan era uma corrida contra um inimigo invisível, que eles acreditavam estar pelo menos 2 anos à frente no conhecimento sobre o uso bélico da energia nuclear. Mas essa crença dos Aliados estava completamente incorreta.

Fracasso alemão na busca pela bomba atômica

Albert Einstein e J. Robert Oppenheimer, líder do Projeto Manhattan. (Fonte: Wikimedia Commons)

Muitos fatores fizeram com que os alemães nunca conseguissem desenvolver seu programa nuclear. O primeiro deles é que os nazistas haviam acabado com diversas universidades e institutos de pesquisa, fazendo com que cerca de 1.145 cientistas buscassem exílio em outros países.

Isso incluiu nomes como Albert Einstein e Erwin Schrödinger. Além disso, os nazistas acreditavam que a teoria atômica, a teoria quântica e outros avanços científicos da época constituíam uma “física judaica” degenerada. Assim, havia poucos especialistas para participar de um projeto tão complexo quanto o Uranium.

Outro fator foi a burocracia alemã, que impedia que os recursos fossem melhor destinados. Havia muitos projetos com o mesmo foco simultaneamente, assim, nenhum possuía todos os recursos de que necessitava. O Projeto Uranium, por exemplo, possuía 100 pessoas trabalhando e contava com apenas 2 milhões em fundos.

Para se ter uma ideia, o projeto norte-americano possuía 5 mil vezes mais pessoas trabalhando e 16 mil vezes mais financiamento. Felizmente, assim, o mundo não assistiu a ainda mais tragédias como a que aconteceu no Japão.

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