Protestos contra a fome se espalham por São Paulo

Protestos contra a fome se espalham por São Paulo

A marcha contra a fome organizada por entidades como a Central de Movimentos Populares (CMP) realizou 15 manifestações simultâneas em diferentes bairros de São Paulo na tarde desta terça-feira (21). Com a aproximação do Natal, a situação das famílias desempregadas e a inflação do gás natural, energia e alimentos são ainda mais preocupantes.

Na última sexta-feira (17), protestos contra a fome também ocorreram em supermercados em pelo menos nove capitais do país. Hoje, protestos também foram organizados no centro de São José dos Campos (SP).

A iniciativa pretende representar a retomada do movimento contra a fome, que ocorreu no final dos anos 1970 e início dos anos 1980, quando o país estourou com desemprego, alta inflação e fome causada pela carestia. Esse movimento despertou o sentimento social em relação ao enfraquecimento da ditadura militar. “A situação hoje é mais séria do que antes”, disse CMP.

Manifestantes presos perto do supermercado reclamaram de fome, desemprego e aumento do custo de vida. Os protestos afetaram as favelas de Butantã, Heliópolis e Paraisópolis na região central, além de São Mateus, Grajaú, Capão Redondo, Jardim Caraguatá,Vila Prudente, Tucuruvi, Sapopemba, Cidade Ademar e região de Brasilândia..

Para Bonfim, “o drama do desemprego e da fome é de tal magnitude que não bastam palavras de ordem, do tipo Natal sem fome, pois milhões de pessoas passarão fome neste Natal. Por isso, faremos as marchas por emprego, contra a carestia e a fome. Mostraremos que há comida nos supermercados, mas o que falta é emprego e dinheiro para comprá-la” ”, disse Bonfim

Os participantes desses atos carregavam panelas, ossos e faixas para protestar contra a fome do país. Uma carta aberta alertando sobre a desigualdade no país será enviada aos comerciantes de cada região e lida para o público ao final do desfile.

Os manifestantes também protestaram contra o que consideravam o desmonte de políticas de erradicação da fome promovidas pelo governo Bolsonaro, como a extinção do Consea (Comissão de Segurança Alimentar) que terminou no primeiro dia de seu mandato, em janeiro de 2019.

O desemprego atinge 13,5 milhões de trabalhadores e hoje 20 milhões de pessoas passam fome no país.

Obs.: resumo do poste Protestos contra a fome se espalham por São Paulo publicada no Portal Vermelho.

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