Partido Socialista vence eleição e mantém força em Portugal

Partido Socialista vence eleição e mantém força em Portugal
Autor: [email protected]
Por Portal Vermelho

O Partido Socialista foi o grande vencedor nas eleições
legislativas antecipadas de Portugal, realizadas neste domingo (30). Mas a
legenda do primeiro-ministro António Costa – que está no poder desde 2015 – não
tinha a garantia de conquistar maioria no parlamento português.

Às 21h25 (horário de Brasília), com 99% das urnas apuradas, os
socialistas tinham 41,63% dos votos, o que rendia para a legenda 112 das 230
cadeiras em disputa. Pesquisas apontam que o partido pode chegar a 115
assentos.

Já o Partido Social Democrata (PSD), liderado por Rui Rio, tinha
27,89% dos votos, levando 68 cadeiras. As pesquisas de opinião chegaram a
apontar um empate técnico entre os dois partidos – o que não se confirmou na
apuração. O Chega, de extrema-direita, despontava como a terceira força, com
pouco mais de 7% dos votos e 11 cadeiras no parlamento.

O primeiro-ministro socialista expressou orgulho por ter “virado
a página da austeridade orçamentária” aplicada pela direita após a crise financeira
mundial. Ele governa com o apoio de uma aliança histórica – batizada de “Geringonça”
– formada em 2015 com os partidos da esquerda radical, Bloco de Esquerdas e os
comunistas.

Mas, quando o governo minoritário também almejava “virar a
página da pandemia” com uma taxa de vacinação recorde e a liberação dos fundos
de estímulo econômico europeus, seus aliados rejeitaram o projeto de orçamento
para 2022, o que provocou a convocação de eleições antecipadas. O Bloco de Esquerda
(BE) e o Partido Comunista Português (PCP) votaram contra o orçamento.

Quando a data da votação foi anunciada há três meses, o PS
tinha 13 pontos de vantagem nas pesquisas sobre a principal formação de
oposição, o PSD. “Que todos se sintam seguros para votar”, declarou Costa, que
votou no fim de semana passado, como também fizeram 300 mil eleitores, em uma
votação antecipada organizada por causa da crise de saúde. Com um a cada 10
portugueses em quarentenas, o nível de participação nas eleições, as terceiras
organizadas em Portugal durante a pandemia, foi outro fator de incerteza.

Em entrevista ao Opera
Mundi
, a professora de Relações Internacionais Teresa Cravo, da Faculdade
de Economia da Universidade de Coimbra, falou sobre a possibilidade de uma “geringonça
2.0” em Portugal, tendo “contornos diferentes” e uma “plataforma de esquerda
mais consistente”.

 “As últimas semanas
colocam novamente essa solução em cima da mesa, sendo que terá necessariamente
contornos diferentes e inteiramente dependentes da correlação de forças entre
os três partidos que resultará das eleições”, afirmou Teresa. “É nisto que o BE
e o PCP estão apostando: que o voto nos respectivos partidos impeça a maioria
absoluta do PS e, mantendo-o longe de uma solução ad hoc com partidos mais pequenos, António Costa se veja forçado a
negociar uma plataforma de esquerda mais consistente.”

Com informações
da AFP e do Opera Mundi

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