Foto: Rafael Rocha/Embrapa
Base alimentar da população paraense e símbolo da Amazônia, o açaí consolidou-se como um dos principais indutores de desenvolvimento sustentável. De acordo com estudo da Fundação Amazônia de Amparo e Pesquisa (Fapespa), a produção do fruto saltou de quase 150 mil toneladas para cerca de dois milhões de toneladas em 38 anos, de 1987 a 2024, um crescimento de 14 vezes.
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Nesse cenário, o Pará mantém a liderança absoluta, com 89,5% do total nacional, seguido por Amazonas, com 7,2%, e Amapá, com 1,3%.
Em termos financeiros, o valor da produção paraense saltou de quase R$ 510 milhões, em 1994, para quase R$ 9 bilhões, em 2024, respondendo por 93,8% do valor total gerado no setor no Brasil.
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Açaí reflete no reflorestamento
O presidente da Fapespa, Marcel Botelho, destaca o reflorestamento como resultado da alta produção:
“O reflorestamento é extremamente relevante para a cultura do açaí. O projeto Manejaí, coordenado pela Embrapa, já trouxe esses indicadores de uma forma muito clara. O açaí é uma planta nativa da nossa região e depende desse ecossistema para a sua produtividade. Então, é necessário que haja o reflorestamento das áreas do entorno da plantação do açaí. Esses são os indicadores que a ciência está mostrando, que o reflorestamento aumentou a produtividade do açaí”.
Entre 2015 e 2024, a área reflorestada com o fruto no Pará cresceu de 135 mil para 252 mil hectares. Esse avanço permitiu que o estado quase dobrasse sua capacidade de captura de dióxido de carbono (CO₂), atingindo quase um milhão de toneladas capturadas em 2024.
*Com informações da Rádio Agência Nacional
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