No governo Bolsonaro, cobertura vacinal no Brasil registra piores indicadores em 20 anos

No governo Bolsonaro, cobertura vacinal no Brasil registra piores indicadores em 20 anos
Por Brasil Popular

Cobertura vacinal completa alcançou 73,6% da população no ano passado. Em 2015, ano do início do golpe contra a presidente eleita Dilma Rousseff, este índice chegou a 95,1%

O problema foi criticado pela deputada federal e presidente nacional do PT, Gleisi Hoffmann (PT-PR) nas redes sociais. “Entristecedor o estudo de que no governo Bolsonaro, cobertura vacinal no Brasil registra piores indicadores em 20 anos. Brasil sempre foi modelo de sucesso no mundo em vacinação coletiva e até isso o genocida conseguiu destruir. Esse homem é a personificação do retrocesso”, escreveu Glesi Hoffmann no Twitter (@gleisi).

O Brasil, que tem hoje 73,6% da população com esquema vacinal completo contra a Covid-19 (duas doses ou dose única) — e já fala até em quarta dose para fazer frente à pandemia do novo coronavírus — andou mais de 20 anos para trás no combate a outras doenças.

O governo Bolsonaro atuou, nesses 3 anos de mandato, para destruir completamente o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Programa Nacional de Imunizações (PNI), considerado, até antes da gestão Bolsonaro, um dos melhores do mundo.

Apuração de O Globo informa que o levantamento foi feito, a seu pedido, pela pesquisadora de políticas públicas Marina Bozzetto, da Universidade de São Paulo (USP), com base em dados do Ministério da Saúde. De 2018 a 2022, os índices estão em queda, e pioraram durante a pandemia do novo coronavírus. Sem a proteção, historicamente, conferida pelas vacinas, o Brasil pode viver novos surtos e o ressurgimento de várias doenças que haviam ficado para trás.

O levantamento comprovou que a população brasileira tem uma das mais baixas coberturas vacinais dos últimos 20 anos contra enfermidades graves, que afetam, especialmente, crianças e adolescentes. Em 2021, a média de cobertura de pessoas, completamente vacinadas, foi de 60,8%. Em 2015, ano em começou o golpe contra a presidente eleita Dilma Rousseff, do PT, este índice chegou a 95,1%, maior percentual já registrado.

Segundo O Globo, o estudo aponta para o fato de que, em 2021, as vacinas que tiveram os melhores índices de cobertura foram as de poliomielite ou paralisia infantil (52%), a segunda dose de tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola, com 50,1%) e a tetra viral (tríplice viral mais proteção contra varicela, ou catapora, com 5,7%).

“Para efeitos de comparação, a cobertura contra a pólio em 2012 era de 96,5%, e a doença era considerada erradicada no Brasil”, destaca a reportagem. “Já fomos modelo para o mundo, e veja, até o sarampo retornou. É muito importante intensificar a comunicação e resgatar as pessoas que não foram vacinadas”, disse Julio Croda, infectologista e pesquisador da Fiocruz e professor da Universidade Federal do Mato Grosso do Sul.

Do site Brasil 247 com edição do Jornal Brasil Popular
FOTO DA CAPA/LEGENDA: Fabio Rodrigues Pozzebom/EBC (Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom/EBC)

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