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Iniciativa internacional quer criar corredores pioneiro para vida selvagem na América do Sul

Iniciativa internacional quer criar corredores pioneiro para vida selvagem na América do Sul

Curitiba, Paraná – Com o objetivo de criar corredores ecológicos entre quatro países da América do Sul e ajudar na conservação da vida selvagem que depende das áreas naturais transfronteiriças na Bacia do Paraná, quatro organizações sem fins lucrativos uniram forças para criar a Jaguar Rivers Initiative. O lançamento da iniciativa internacional, que reúne Brasil, Argentina, Bolívia e Paraguai, foi realizado na tarde desta terça-feira (9), durante a Conferência Nacional de Unidades de Conservação para a Biodiversidade (UCBIO).

Apresentada pela primeira vez durante a Clima Week de New York, em setembro de 2025, a coalizão internacional em prol da vida selvagem planeja restaurar e conectar mais de 2,5 milhões de quilômetros quadrados – o equivalente a cerca de cinco vezes o tamanho do estado de Minas Gerais – para garantir áreas naturais fundamentais para a biodiversidade e segurança hídrica da região.

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“O projeto parte do entendimento de que a onça-pintada é uma espécie guarda-chuva: ao proteger os territórios necessários para sua sobrevivência, também são preservados rios, florestas e milhares de outras espécies que dependem desses ecossistemas”, explica Mario Haberfeld, fundador da Onçafari, organização brasileira que participa da iniciativa.

Compõem a iniciativa as organizações Rewilding, da Argentina, Nativa, da Bolívia, e Fundación Moisés Bertoni, do Paraguai. “Esse trabalho não está começando do zero, cada um em seu país já lidera esforços de conservação e estamos somando esforços”, completa o idealizador do Onçafari.

CEO da Rewilding, organização que lidera a reintrodução de onças-pintadas e outras espécies na Argentina, Sofia Heinonen explica que a experiência de trazer os felinos de volta às planícies do Iberá “nos mostrou que não conseguimos conservar nada sozinhos” e destacou que os principais rios argentinos nascem em outros países, o que reforça a necessidade de colaboração internacional.

A execução da Jaguar Rivers Initiative está baseada em quatro pilares estratégicos: a proteção de grandes ecossistemas ainda intactos, que funcionem como centros de dispersão de espécies; as zonas de amortecimento, áreas vizinhas que beneficiem economias restauradores e promovam a coexistência com a fauna; os “trampolins ecológicos” (conceito que cientistas chamam de stepping stones), que são reservas menores, mas que facilitam o deslocamento seguro dos animais; e os rios e planícies, que permitam o monitoramento de fluxos ecológicos.

“Para que nossos aportes em prol da conservação estejam no mesmo nível que os problemas que precisamos enfrentar, necessitamos de esforços assim, em grandes alianças”, destaca Iván Arnold, da organização Nativa Bolívia, que cita os incêndios, secas e efeitos das mudanças climáticas que têm impactado o Pantanal (do lado brasileiro) e os charcos (do lado boliviano, paraguaio e argentino).

Para conseguir chegar nessa escala, a coalizão espera captar 400 milhões de dólares nas próximas duas décadas. Entre os doadores já comprometidos com a causa estão a Tompkins Conservation, Kisco Conservation Foundation, Rainforest Trust, Wyss Foundation, Bobolink Foundation, Postcode Lottery Group, DOB Ecology, Freyja Foundation, Greg e Mary Moga, Teresa e Candido Bracher e Rolex Perpetual Planet Initiative.

“A conservação da onça-pintada e outros animais está diretamente conectada à preservação dos rios, das florestas e das comunidades que dependem desses ecossistemas. A Jaguar Rivers Initiative nasce justamente dessa visão integrada de conservação. Esse lançamento durante a UCBIO no Brasil, reforça a importância de unir ciência, setor privado, organizações da sociedade civil e comunidades locais em torno de soluções concretas para a conservação,” conclui Mario Haberfeld.

As informações apresentadas neste post foram reproduzidas do Site O Eco e são de total responsabilidade do autor.
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