Feminicídio de indígenas é uma realidade invisibilizada

Feminicídio de indígenas é uma realidade invisibilizada

De acordo com o Ministério da Saúde, entre 2007 e 2017, o Brasil registrou mais de 8.000 casos de violência contra mulheres indígenas;
Manaus (AM) – A comunidade Menino Deus Rio Urupadi, na zona rural de Maues (257 quilômetros de Manaus), registrou o assassinato de uma mulher indígena do povo Sateré-Mawé em 16 de novembro de 2021.
A vítima, de 17 anos, foi esfaqueada até a morte pelo então marido Irinivaldo Batista Gastão, também indígena. Esta jovem é da aldeia de São Jorge, ele é da comunidade Flexal Rio Urupadi.
Exceto pelo local, a Secretaria não forneceu outras informações sobre o caso, como idade média das vítimas, nem mesmo raça e etnia. Essa lacuna aumenta a ocultação de tais crimes contra mulheres indígenas.
Marinete Almeida, integrante da Associação de Artesãos Indígenas da Amazônia de Manaus e da Rede Nacional de Mulheres Indígenas da Amazônia Makira-Êta, disse que a violência de gênero entre os indígenas aumentou e muitas mulheres ainda não ousam denunciá-la. Marinette é tucano, natural da região do Rio Negro.
Também se comprometeu a apoiar as mulheres indígenas na busca pela não discriminação e fortalecer seu papel na comunidade por meio da coordenação de gênero e geração.

Mais feminicídios de indígenas

Suspeito de matar jovem indígena foi preso em Maués (Foto: Divulgação/PM-AM)

Em fevereiro de 2021, a indígena Tuyuka Anazilda Cordeiro Barra foi assassinada pelo soldado do Exército Celésio Marques Resende em Pari-Cachoeira, distrito de São Gabriel da Cachoeira, Alto Rio Negro, norte do Amazonas.
De acordo com o Projeto Mulheres Indígenas, Gênero e Violência do Rio Negro, São Gabriel da Cachoeira registrou uma média de 1,28 casos de violência contra a mulher por dia entre 1º de janeiro de 2010 e 31 de dezembro de 2019.
De acordo com o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan) do Ministério da Saúde, entre 2007 e 2017, o Brasil registrou mais de 8.000 casos de violência contra mulheres indígenas.
O IBGE não inclui indígenas residentes em áreas urbanas, que são criticados por organizações e ativistas. A informação foi publicada na matéria “Tocantins registra a crueldade de mulheres contra os índios Karaha” na Amazônia real, que faz parte da série “Um vírus e duas guerras”.

Telma Taurepang durante protesto dos indígenas em Boa Vista
(Foto: Yolanda Mêne/Amazônia Real)

Obs.: Resumo do poste Feminicídio de indígenas é uma realidade invisibilizada publicado no portal Amazônia Real.

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