Plataforma busca auxiliar famílias de crianças com autismo. Foto: Divulgação/UEPA
A Universidade do Estado do Pará (Uepa) amplia sua atuação na transformação digital da saúde pública com projetos aprovados no Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde): Informação e Saúde Digital, iniciativa do Ministério da Saúde (MS) em parceria com o Ministério da Educação (MEC).
Entre as propostas em andamento, o campus de Cametá se destaca ao desenvolver uma plataforma digital voltada ao acompanhamento de famílias de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na região do Baixo Tocantins.
“Uma das propostas é desenvolver uma plataforma digital com Inteligência Artificial (IA), envolvendo o SUS para ajudar na identificação de padrões comportamentais precoces de autismo na região do Baixo Tocantins. Além do mais, o projeto possui ações extensionistas envolvendo crianças autistas, apoio emocional e psicológico aos cuidadores e capacitação para os profissionais da saúde”, explica Ivete Furtado, coordenadora do projeto desenvolvido no campus XVIII da Uepa, em Cametá.
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O projeto reúne 86 integrantes, entre docentes, estudantes dos cursos de Biomedicina, Ciências Biológicas e Engenharia de Software, além de técnicos administrativos e profissionais da saúde. A iniciativa conta ainda com a parceria da Secretaria Municipal de Saúde de Cametá, do Centro Especializado de Autismo de Cametá (CEAC – Casa Azul) e da Associação dos Autistas de Cametá (ASAC).
Uma das principais propostas é a criação de uma plataforma digital com uso de inteligência artificial, integrada ao Sistema Único de Saúde (SUS), para auxiliar na identificação precoce de padrões comportamentais relacionados ao autismo. A ferramenta também deverá oferecer funcionalidades como geolocalização de comunidades ribeirinhas e rurais, interface acessível e inclusiva, além de um espaço virtual colaborativo, intitulado “Cuidar em Rede”, voltado ao compartilhamento de experiências entre cuidadores.
Para Ivete, a atuação de alunos de diferentes áreas “é sempre um grande desafio, porém com muitos ganhos no conhecimento para todos os envolvidos. Profissionais da saúde, por exemplo, pensam em protocolos, segurança do paciente e tomada de decisão clínica, enquanto desenvolvedores estão focados em código, prazos e funcionalidades. São universos diferentes, mas para o bem das famílias de crianças com TEA”.
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Atendimento focado em crianças com autismo
Além do desenvolvimento tecnológico, o projeto inclui ações extensionistas com foco no atendimento a crianças autistas, apoio emocional e psicológico aos cuidadores e capacitação de profissionais da saúde. A expectativa é ampliar o número de famílias acompanhadas, fortalecer redes de apoio e contribuir para a formulação de políticas públicas mais eficientes, a partir da criação de um banco de dados georreferenciado.
Entre as metas do projeto estão a formação de pelo menos 500 participantes para atuação qualificada no suporte a crianças com autismo e a melhoria da qualidade de vida das famílias atendidas, promovendo inclusão social e desenvolvimento infantil.
Outro destaque do PET-Saúde Digital na Uepa ocorre no município de Ananindeua, onde o projeto segue avançando com foco na transformação digital da Atenção Primária à Saúde (APS). Uma das etapas já concluídas foi a coleta de dados em Unidades Básicas de Saúde (UBS), com o objetivo de mapear o nível de maturidade digital dos serviços.
A análise dos dados será realizada de forma quantitativa e qualitativa pelos grupos participantes, considerando suas experiências nos territórios. Como próximo passo, será promovido o Fórum do PET-Saúde Digital Ananindeua, que reunirá os integrantes do programa para apresentação dos resultados, troca de experiências e definição das estratégias para a próxima fase das atividades.
Além de Cametá e Ananindeua, outros campi da Uepa também tiveram projetos aprovados no edital PET-Saúde Digital 2025, reforçando o papel da universidade na interiorização de ações estratégicas para o fortalecimento do SUS. Em Santarém, Marabá e Tucuruí, as iniciativas abordam desde a qualificação em saúde digital até o monitoramento epidemiológico de doenças tropicais, evidenciando o compromisso institucional com a inovação, a inclusão social e o desenvolvimento regional na Amazônia.
*Com informações da UEPA
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