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Áreas para a conservação do sauim-de-coleira, símbolo de Manaus – 5: implicações para políticas públicas

Áreas para a conservação do sauim-de-coleira, símbolo de Manaus – 5: implicações para políticas públicas

Por Ana Luisa Albernaz, Marcelo Cordeiro Thalês, Marcelo Gordo, Diogo Lagroteria, Tainara V. Sobroza, William E. Magnusson, Philip M. Fearnside, Leandro Jerusalinsky, Renata Bocorny de Azevedo, Rodrigo Baia Castro, Dayse Campista, Wilson Roberto Spironello e Maurício Noronha


Discussão

Nossa análise revelou que cerca de um terço da zona urbana é coberta por algum tipo de proteção formal. No entanto, também revelou que quase todas as áreas protegidas se enquadram em categorias de proteção parcial e que algumas dessas categorias sofreram uma perda significativa de vegetação, entre outros impactos. O aeroporto de Manaus, por exemplo, com todo o seu ruído e asfalto, está localizado em uma Área de Proteção Ambiental (APA), o que demonstra o baixo nível de proteção em algumas áreas formalmente protegidas. Embora os sauins-de-coleira possam se comunicar e viver em áreas ruidosas [1, 2], o impacto potencial dessa atividade humana no bem-estar a longo prazo e no sucesso reprodutivo das espécies não é claro. Em algumas situações extremas, como a do aeroporto, seria difícil reverter a situação, mas em outras partes da mesma área protegida (APA Tarumã/Ponta Negra), bem como em outras áreas já protegidas dentro da zona urbana, a recuperação da vegetação deve ser promovida para aumentar o habitat disponível para a fauna e a flora locais, incluindo o sauim-de-coleira. Além disso, é crucial tomar medidas para proteger os 20% de áreas verdes restantes dentro da área urbana que atualmente não estão formalmente protegidas, preferencialmente em categorias de uso mais restritivo.

Inicialmente não realizamos análises formais para promover a conectividade na matriz urbana por dois motivos: a relativa dificuldade de planejar corredores em áreas densamente ocupadas e o fato de a legislação brasileira já estabelecer que a vegetação ripária deve ser protegida. No entanto, essa legislação foi flexibilizada nos últimos anos, e a vegetação ao longo dos corpos d’água agora pode ser convertida para utilidade pública ou interesse social [3]. Isso tem sido explorado pelo setor imobiliário, que está convertendo e ocupando a maioria das zonas ripárias. Portanto, os participantes do seminário público recomendaram a inclusão de áreas de preservação permanente (APPs) exigidas pelo Código Florestal no mapa urbano para enfatizar a necessidade de proteger esses ambientes, tanto por seu papel na proteção de fontes de água, fornecendo áreas de infiltração, como por manter a conectividade para a biota.

Para áreas rurais, a definição de metas tem sido o principal desafio. Embora haja um corpo substancial de literatura sobre a ecologia do sauim-de-coleira, apenas um número limitado de estudos abordou especificamente seu uso de diferentes habitats em nível populacional [4, 5]. Ambos os estudos foram conduzidos na mesma área (Reserva Ducke), mas com resultados diferentes: enquanto o primeiro [4] revelou que o platô era o habitat mais usado, o segundo [5] encontrou sauins-de-coleira usando áreas com todas as inclinações e nenhuma variação sazonal no uso. A área de uso média de grupos de sauim-de-coleira em florestas contínuas foi estimada em cerca de 100 ha [6], enquanto em áreas urbanas eles têm áreas de uso entre oito e 65 ha, incluindo florestas primárias e secundárias em diferentes estágios sucessionais, bem como campinaranas (florestas de areia branca) e igapós (florestas inundadas) [7, 8]. A maior parte dos estudos concentra-se em áreas urbanas ou na Reserva Ducke, o que dificulta saber se há variações nos parâmetros populacionais ou nos padrões de uso do habitat entre diferentes áreas ou contextos paisagísticos. A falta de dados mais detalhados sobre ecologia espacial dificulta a definição de um alvo que leve em consideração as necessidades específicas da espécie.

Na última atualização do Mapa Brasileiro de Prioridades para Conservação, Uso Sustentável e Repartição de Benefícios da Biodiversidade para o Bioma Amazônia [9], foi estabelecida uma meta de 100% para todas as espécies de mamíferos com distribuição inferior a 10.000 km2, como é o caso do sauim-de-coleira. No entanto, não consideramos viável propor um mapa de prioridades baseado em uma meta superior a 50% para o sauim-de-coleira devido a restrições geográficas e políticas. Atualizações no processo de planejamento sistemático da conservação recomendam a inclusão de novas etapas relacionadas à implementação de ações de conservação e à manutenção e monitoramento de áreas protegidas [10, 11]. Para o sauim-de-coleira, a revisão e o monitoramento serão críticos para determinar se as ações foram bem-sucedidas na conservação da espécie e se ela ainda precisa de maior proteção. Além disso, houve mudanças recentes na distribuição geográfica proposta para a espécie [12], e estudos em andamento podem levar a novas mudanças – seja uma expansão devido a ocorrências em novas áreas ou uma redução devido à expansão de S. midas.

A única outra espécie endêmica incluída em nosso estudo como alvo foi o sapo Atelopus manauensis. A inclusão desta espécie aumentou a biodiversidade representada no mapa final, tornando-o uma ferramenta de política pública mais robusta. Aproximadamente metade da área de distribuição deste sapo se sobrepõe à do sauim-de-coleira; apenas essa parte foi incluída em nosso planejamento. Planos de conservação futuros focados nesta espécie ou que considerem uma área expandida devem levar em conta toda a distribuição do sapo.

A disponibilidade de pontos de ocorrência para Atelopus manauensis nos permitiu refinar as informações espaciais desta espécie, indicando sua proximidade com a água. No entanto, outras informações de habitat em escala mais fina, como pH e conectividade entre poças, que influenciam a ocorrência da espécie [13] não puderam ser mapeadas na escala deste estudo. Apesar da extensão limitada da área de distribuição sobreposta (aproximadamente 300.000 ha) e da área restrita ao redor da água onde a espécie foi observada, definimos uma meta de 50% da área porque a maior parte de seu habitat já está nominalmente protegida pelas áreas de preservação permanente (APPs, veja acima).

As metas restantes foram baseadas na variação ambiental, incluindo combinações de vegetação, topografia e presença ou proximidade de água. Além de melhorar a representação da biodiversidade, sua inclusão contribui para a resiliência no contexto de um futuro incerto. Gradientes ambientais facilitam migrações de curto alcance em resposta à mudança, permitindo que as espécies persistam [14, 15]. A maior parte das metas ambientais foi definida em 30%, em acordo com a Decisão Montreal-Kunming [16]. As exceções foram devido a um grau relativamente maior de ameaça da extração de recursos ou agricultura (planalto), relevância para uso humano tradicional (floresta inundada) ou importância como provedor de recursos para o sauim-de-coleira (floresta secundária jovem) [8. 17].

O desmatamento e as mudanças no uso da terra, como a conversão para agricultura e pastagem, geralmente são precedidos ou acompanhados pela construção de estradas. Essas e outras ameaças que causam impactos ambientais e perda de habitat em nossa área de interesse, como mineração, linhas de transmissão, assentamentos humanos e um distrito agroindustrial, foram incluídos em nossa superfície de custo porque levam à perda de biodiversidade [18] e tornam os esforços de conservação difíceis, caros ou impossíveis. A probabilidade de ocupação por outra espécie é um componente menos comum das superfícies de custo. No entanto, preocupações sobre a expansão da distribuição geográfica de Saguinus midas sobre a de S. bicolor foram levantadas por vários autores (por exemplo, [19, 20] e abordadas em estudos específicos por modelos de nicho [12, 21]. Ao incorporar as duas classes de probabilidade de ocupação derivadas do modelo de Lagroteria et al. [12] e refinar essas informações usando a ocorrência real de uma ou outra espécie, raciocinamos que as melhores áreas para sauins-de-coleira seriam aquelas com menor probabilidade de serem ocupadas por S. midas.

A maior parte das áreas já protegidas recebeu o status de “inicial” e foi selecionada. Esse resultado reforçou a importância das áreas protegidas existentes (mesmo aquelas em categorias de uso sustentável) para a conservação do sauim-de-coleira e da grande área pertencente ao Exército Brasileiro. A notável exceção foi a maior parte da APA Margem. Esquerda do Rio Negro – Setor Tarumã-Açu/Tarumã Mirim. Apesar de seu status de proteção, as ações de conservação ali são dificultadas pelas inúmeras ameaças enfrentadas por essa área, uma vez que é cortada por estradas, possui ocupação humana e atividades agrícolas, e, também coincide com a provável área de invasão de Saguinus midas. Em contraste, a área militar contém uma das maiores manchas de vegetação contígua relativamente bem preservada. Sua proteção é crucial, mas incerta, visto que o Exército atualmente não tem obrigação legal de preservar a área, e a instituição tem o direito de usar a terra como preferir.

A maior parte das manchas na zona rural estava isolada pela presença de estradas, o que indica alguma dificuldade em estabelecer conexões entre eles. Embora sua preservação seja de grande importância, como a maioria das estradas atravessa divisores de águas, não é possível conectar as manchas separadas com base nas Áreas de Preservação Permanente (APPs) ao longo dos cursos d’água (Lei nº 12.651/12), conforme recomendado na matriz urbana. Considerando que atropelamentos são uma ocorrência relativamente comum entre os sauins-de-coleira [22], muitas das conexões identificadas em nossa análise destacam a necessidade de criar corredores de vida selvagem, bem como travessias de animais nessas estradas.

O cenário atual mostra que grande parte do esforço feito para criar áreas protegidas não é tão eficaz quanto deveria ser. Embora quase 30% da área urbana seja protegida de alguma forma e cerca de 20% da área de planejamento sistemático tenha o mesmo status, uma parte significativa dela já está degradada. A grande proporção da área protegida que está em categorias que permitem outros usos dá uma falsa sensação de conquista de conservação e torna a criação de novas áreas ou outras ações de conservação mais difíceis [23]. Os resultados, bem como as discussões ao final do seminário, mostraram que não é necessário apenas criar novas áreas protegidas, mas também melhorar a gestão das existentes, especialmente na zona urbana. Nenhuma das áreas protegidas na zona urbana tem plano de manejo, que é a ferramenta básica para definir seu zoneamento e quais áreas são efetivamente destinadas à conservação. Elas também carecem de conselhos consultivos, que são essenciais para monitorar seu estado de conservação e exigir melhorias.

Os debates no seminário final também deixaram claro que o sucesso dos esforços de conservação rural dependerá do desenvolvimento de incentivos para a mudança das cadeias produtivas atuais para aquelas com menor impacto sobre a biodiversidade. Identificar as atividades econômicas mais compatíveis e envolver a população local nos esforços de conservação continua sendo um desafio. Há um progresso inegável na promoção do uso mais sustentável dos recursos florestais. No entanto, existe também o risco de simplesmente substituir produtos sem alterar o sistema de produção e de continuar a conversão de sistemas naturais e culturais em sistemas mais pobres [24, 25].

A conservação do sauim-de-coleira, assim como de outras espécies ameaçadas, depende de uma melhor compreensão da necessidade de aumentar a área destinada à sua proteção e de uma boa gestão dentro e ao redor dessas áreas. Por exemplo, o aprimoramento do monitoramento e da restauração da vegetação poderia ajudar a aumentar a eficácia das áreas protegidas existentes e ser aplicado a novas áreas. Em um mundo onde as mudanças ambientais estão ocorrendo muito mais rápido do que o previsto e, em alguns casos, com consequências catastróficas, nossa própria existência e qualidade de vida dependem cada vez mais dessa compreensão. [26]


Notas

[1] Sobroza, T. V., Dunn, J. C., Gordo, M., & Barnett, A. A. (2024). Do pied tamarins increase scent-marking in response to urban noise? Ethology Ecology & Evolution,36(2), 136-149.

[2] Sobroza, T.V., Gordo, M., Dunn, J.C., Pequeno, P.A.C.L., Naissinger, B.M.& Barnett, A.P.A. 2024. Pied tamarins change their vocal behavior in response to noise levels in the largest city in the Amazon. American Journal of Primatology 86(5): art. e23606.

[3] Azevedo-Santos, V. M., Daga, V. S., Tonella, L. H., Ruaro, R., Arcifa, M. S., Fearnside, P. M., & Giarrizzo, T. (2023). Brazil undermines flood resilience. Science,382, 383.

[4] Kinap, N. M., Nagy-Reis, M., Bobrowiec, P. E. D., Gordo, M., & Spironello, W. R. (2021). Influence of topography gradient and seasonality on primate habitat use in Central Amazonia. Mammalian Biology,101, 251-259.

[5] Vidal, M. D., & Cintra, R. (2006). Effects of forest structure components on the occurrence, group size and density of groups of bare-face tamarin (Saguinus bicolor – Primates: Callitrichinae) in Central Amazonia. Acta Amazonica,36(2), 237 – 248.

[6] Gordo, M., Rodrigues, F.R., Vidal, M. D., Spironello, W. R., & Ribeiro, F. R. P. (2011). Primatas. In: M. L. Oliveira, F. B. Baccaro, R. Braga-Neto, & W. E. Magnusson (Eds.), Reserva Ducke, A Biodiversidade Amazônica Através de uma Grade. Manaus: INPA, (p. 39-49). INPA. 166 p.

[7] Egler, S. (1992). Feeding ecology of Saguinus bicolor bicolor (Callitrichidae: Primates) in a relict forest in Manaus, Brazilian Amazonia. Folia Primatologica,59(2), 61-76.

[8] Gordo, M., Subirá, R. J., Vidal, M. D., Rohe, F., Spironello, W. R., Valente, L. M., Oliveira, J. B., Pissinatti, A., Wormell, D., & Jerusalinsky, L. (2017). Contextualização do sauim-de-coleira. In L. Jerusalinsky, R. B. Azevedo, & M. Gordo (Eds.), Plano de Ação Nacional para a Conservação do Sauim-de-coleira (p. 25-44). ICMBIO.

[9] MMA. (2023). Áreas prioritárias para a Conservação, Utilização Sustentável e Repartição dos Benefícios da Biodiversidade 2ª Atualização. Ministério do Meio Ambiente, Brasília, DF.

[10] Adams, V. M., Mills, M., Weeks, R., Segan, D. B., Pressey, R. L., Gurney, G. G., Groves, C., Davis, F. W., & Álvarez-Romero, J. G. (2019). Implementation strategies for systematic conservation planning. Ambio,48, 139–152.

[11] McIntosh, E. J., Pressey, R. L., Lloyd, S., Smith, R. J., & Grenyer, R. (2017). The Impact of Systematic Conservation Planning. Annual Review of Environment and Resources,42, 677–697.

[12] Lagroteria, D., Cavalcante, T., Zuquim, G., Röhe, F., Medeiros, A. S. M., Hrbek, T., & Gordo, M. (2024). Assessing the invasive potential of Saguinus midas in the extent of occurrence of the critically endangered Saguinus bicolor. Frontiers in Conservation Science,5, 16.

[13] Jorge, R. F., Magnusson, W. E., da Silva, D. A., Polo, É. M., & Lima, A. P. (2020). Urban growth threatens the lowland Amazonian Manaus harlequin frog which represents an evolutionarily significant unit within the genus Atelopus (Amphibia: Anura: Bufonidae). Journal of Zoological Systematics and Evolutionary Research,58(4), 1195-1205.

[14] Pressey, R. L., Cowling, R. M., & Rouget, M. (2003). Formulating conservation targets for biodiversity pattern and process in the Cape Floristic Region, South Africa. Biological Conservation,112(1-2), 99-127.

[15] Pressey, R. L., Cowling, R. M., & Rouget, M. (2003). Formulating conservation targets for biodiversity pattern and process in the Cape Floristic Region, South Africa. Biological Conservation,112(1-2), 99-127.

[16] CBD. (2022). Kunming-Montreal Biodiversity Framework Conference of the Parties to the Convention on Biological Diversity – Fifteenth meeting – Part II, Montreal, Canada.

[17] Egler, S. (1992). Feeding ecology of Saguinus bicolor bicolor (Callitrichidae: Primates) in a relict forest in Manaus, Brazilian Amazonia. Folia Primatologica,59(2), 61-76.

[18] Laurance, W., Ana K.M., A., Schroth, G., Fearnside, P. M., Bergen, S., Venticinque, E., & da Costa, C. (2002). Predictors of deforestation in the Brazilian Amazon. Journal of Biogeography 29, 737–748.

[19] Ayres, J. M. C., Mittermeier, R. A., & Constable, I. D. (1982). Brazilian tamarins on the way to extinction?. Oryx,16(4), 329- 333.

[20] Subirá, R. J. (1998). Avaliação da situação atual das populações do sauim-de-coleira, Saguinus bicolor bicolor (Spix, 1823). Universidade de Brasília]. Brasília.

[21] Röhe, F. (2006). Área de contato entre as distribuições geográficas de Saguinus midas e Saguinus bicolor (Callitrichidae-Primates): a importância de interações e fatores ecológicos. UFAM – Universidade Federal do Amazonas / Instituto Nacional de pesquisas da Amazônia (INPA)]. Manaus.

[22] Gordo, M., Calleia, F. O., Vasconcelos, S. A., Leite, J. J. F., & Ferrari, S. F. (Eds.). (2013). The challenges of survival in a concrete jungle: Conservation of the pied tamarin (Saguinus bicolor) in the urban landscape of Manaus, Brazil. Primates in fragments: Complexity and resilience. p. 357-370. Springer.

[23] Magris, R. A., & Pressey, R. L. (2018). Marine protected areas: Just for show? Science,360, 723-724.

[24] Clement, C. R., Pereira, H. d. S., Vieira, I. C. G., & Homma, A. K. O. (2024). Challenges for a Brazilian Amazonian bioeconomy based on forest foods. Trees, Forests and People,16.

[25] Vieira, I. C. G., Fernandes, D. A., Araújo, R., Freitas, M. A. B., & Brandão, F. (2024). Scaling up sociobioeconomy in the Amazon: Opportunities and risks. One Earth.

[26] Esta série é uma tradução de Albernaz, A.L., M.C. Thalês, M. Gordo, D. Lagroteria, T.V. Sobroza, W.E. Magnusson, P.M. Fearnside, L. Jerusalinsky, R.B. de Azevedo, R.B. Castro, D. Campista, W.R. Spironello & M. Noronha. 2026. Conservation of an endangered Amazonian primate: Priority areas for the pied tamarin (Saguinus bicolor) in Manaus, Brazil.Journal for Nature Conservation, 89: art. 127069.

Este estudo foi apoiado pelo RE:WILD (número de subvenção SMA-CCO-G0000000301), proposto e coordenado pelo Instituto Sauim-de-Coleira e com o apoio institucional do Museu Paraense Emílio Goeldi (computadores e softwares para reuniões virtuais e análise de dados). A maior parte dos autores é de instituições locais. Os autores declaram não haver conflito de interesses. Agradecemos os comentários dos três revisores, que contribuíram para o aprimoramento do manuscrito.


Sobre os autores

Ana Luisa Albernaz possui Bacharel em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, e Mestrado e Doutorado em Biologia (Ecologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia. Atualmente é professora e orientadora no Programa de Pós-Graduação em Biodiversidade e Evolução (PPGBE) e pesquisadora do Museu Paraense Emílio Goeldi, onde foi Diretora de 2018 a 2022. Tem experiência na área de Ecologia, com ênfase em Ecologia Aplicada, atuando principalmente nos seguintes temas: várzea, Amazônia, biodiversidade, e planejamento para a conservação.

Marcelo Cordeiro Thalês Possui graduação em Agronomia pela Universidade Federal Rural da Amazônia, mestrado em Sensoriamento Remoto pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais e doutorado em Ciências Ambientais pela Universidade Federal do Pará. Atualmente é Tecnologista do Museu Paraense Emílio Goeldi. Tem experiência na área de Geociências, com ênfase em Sensoriamento Remoto, atuando principalmente nos seguintes temas: sensoriamento remoto, Amazônia, uso da terra, classificação de imagens e dinâmica da paisagem.

Marcelo Gordo possui graduação em Ciências Biológicas pela Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), mestrado em Biologia (Ecologia) pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA) e doutorado em Zoologia pelo Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG). Atualmente é professor Associado da Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Tem experiência na área de Ecologia e taxonomia, atuando principalmente nos seguintes temas: Amazônia, conservação, Saguinus bicolor, herpetofauna e mamíferos.

Diogo Lagroteria possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Federal do Paraná, Especialização em manejo de espécies ameaçadas pela University of Kent, Inglaterra, e Mestrado em Ecologia pelo Instituto de Pesquisas Amazônicas (INPA). Atualmente é analista ambiental do ICMBio/MMA, atuando no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação da Biodiversidade Amazônica (CEPAM), em Manaus, Amazonas. É coordenador executivo do Plano de Ação Nacional para conservação do Sauim-de-coleira e é membro do Grupo de Especialistas em Primatas da União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN). Atua principalmente em temas como conservação e manejo de fauna silvestre ameaçada de extinção, abordando tópicos relacionados, tais como medicina da conservação, elaboração de planos de ação para a proteção de espécies ameaçadas e iniciativas de educação ambiental.

Tainara V. Sobroza possui Graduação em Bióloga pela Universidade Federal de Santa Maria, e mestrado e doutorado em Ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Atualmente é bolsista de pós-doutorado no projeto BioTechQuilombo pela iniciativa Amazônia +10. Tem interesse em Mastozoologia, Primatologia e no uso do som como ferramenta para o estudo de espécies, interações e habitats. Atualmente é colaboradora do programa de conservação “Projeto Sauim-de-Coleira” vinculado à Universidade Federal do Amazonas (UFAM). Também colabora com o Centro de Estudos Integrados da Biodiversidade Amazônica (CENBAM) realizando inventários e monitoramento de primatas e outros grupos de mamíferos. Tem experiência com curadoria de dados acústicos e bancos de dados de projetos de longa duração.

William E. Magnusson possui graduação e doutorado em Ciências Biológicas pela Universidade de Sydney, Austrália. Atualmente é pesquisador titular III do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia e bolsista de produtividade do CNPq nível 1B, tendo publicado >250 artigos sobre uma ampla variedade de grupos taxonômicos. Ele tem interesse especial em desenhos amostrais multidisciplinares.

Philip Martin Fearnside é doutor pelo Departamento de Ecologia e Biologia Evolucionária da Universidade de Michigan (EUA) e pesquisador titular do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus (AM), onde vive desde 1978. É membro da Academia Brasileira de Ciências e pesquisador 1A de CNPq. Recebeu o Prêmio Nobel da Paz pelo Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC), em 2007. Tem mais de 800 publicações científicas e mais de 800 textos de divulgação de sua autoria que estão disponíveis aqui.

Leandro Jerusalinsk possui Bacharel em Ciências Biológicas, Mestrado em Genética e Biologia Molecular pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e Doutorado em Ciências Biológicas – Zoologia pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPB). Atualmente é Analista Ambiental no Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Ele é Coordenador do Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (ICMBio/CPB), e é Presidente Adjunto do Grupo Especialista em Primatas (PSG) da Comissão para a Sobrevivência de Espécies (SSC) da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). Suas principais áreas de atuação são Conservação de Primatas, Primatologia, Planejamento Estratégico para a Conservação, Gestão Estratégica e Biologia da Conservação.

Renata Bocorny de Azevedo possui Graduação em Ciências Biológicas pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), especialização em Animais Silvestres com ênfase em Conservação na Amazônia, pela Universidade Federal Rural da Amazônia, e mestrado em Zoologia também pela PUC-RS. Atualmente é Analista Ambiental do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), lotada no Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Primatas Brasileiros (CPB). Tem experiência na área de Zoologia, com ênfase em Etologia, Ecologia e Conservação de Primatas e na área de gestão ambiental.

Rodrigo Baia Castro possui graduação em Licenciatura Plena em Ciências Naturais pela Universidade do Estado do Pará, graduação em Sistemas de Informação pela Universidade Federal do Pará, e bacharelado em Direito pela faculdade Estacio de Castanhal. Possui especialização em Educação Social para a Juventude pela Universidade do Estado do Pará, mestrado em Zoologia pela Universidade Federal do Pará, e doutorado em biodiversidade pelo Museu Emilio Goeldi. Possui experiência em sensoriamento remoto, modelos de distribuição de espécies, as ameaças à biodiversidade e a priorização espacial para a conservação.

Dayse Campista possua graduação em Bióloga pela Universidade Gama Filho(UGF), mestrado em ecologia pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Possui habilidades em educação ambiental, gestão de parques zoológicos, manejo dos recursos naturais e gestão ambiental. Atualmente, Diretora Executiva do Instituto Sauim-de-coleira e coordenadora do Programa de Educação Ambiental “Sauim na Escola”.

Wilson Roberto Spironello possui graduação em Ecologia pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e doutorado em Biologia pela Universidade de Cambridge, Inglaterra. Desde 2023 é pesquisador no Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA). De 2002-2023 foi pesquisador no Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (INPA). Foi presidente da Sociedade Brasileira de Primatologia (2014-2015) e do Instituto Sauim-de-coleira (2022-2023). Possui experiência em ecologia de primatas e com a ecologia e monitoramento de mamíferos terrestres de médio e grande porte.

Maurício de Almeida Noronha possui graduação em Ciências Biológicas e especialização em Manejo de Animais Silvestres pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e Mestrado em Ciências Ambientais e Florestais pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ). As suas pesquisas focam em mastofauna do bioma Amazônia, com ênfase em primatas.

As informações apresentadas neste post foram reproduzidas do Site Amazônia Real e são de total responsabilidade do autor.
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