Adeus Anos Velhos, Feliz Ano Novo!

Adeus Anos Velhos, Feliz Ano Novo!
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Não, você não leu errado, é isso mesmo. Não estamos apenas encerrando um ano, mas um ciclo de cinco anos predominantemente difíceis.

Na política amargamos uma avalanche de retrocessos. Vimos um projeto proto-golpista iniciado em 2013 se materializar no caminho para o poder em 2018 via lava-jato e seu lawfare, combinado com um levante de um conservadorismo hipócrita, teocrático, odiento, armamentista, fanatizado, uma verdadeira ode à estupidez e truculência, pilhado e mantido na base das fake news.

Foi a partir de 2018, que começamos a perceber pessoas até então queridas e admiradas, “do nada” começarem a colocar bandeirinhas do Brasil em seus perfis e janelas e não por conta da copa do mundo. Também frases nacionalistas e referências enigmáticas, além de um tal de “capitão”. Tudo muito sub-reptício, como uma epidemia saindo dos esgotos e vindo à luz, ceifando corações e mentes até então aparentemente saudáveis.

Na vida familiar e social tudo isso fez enormes estragos, divisões, separações, decepções para muita gente.

Para piorar, em 2020 chegou a cruel pandemia e seus corolários, o que já seria péssimo por si só, mas foi amplificada pela estupidez genocida no poder e nas mentes dominadas pelo “BOIVID-17”. O resultado, todos sabemos e, inclusive, mais que de forma estatística, nos outros, por luto, sentimos também na própria pele, pulmões, rins, enfim, em sofrimentos e sequelas diversas.

Tudo isso afetou a economia, trazendo de volta a fome a milhões de pessoas, retrocesso ambiental; nos tornamos párias e piada no exterior. A educação, trabalho, saúde, cultura, fomentos públicos diversos à pesquisa, igualdade e desenvolvimento sustentável foram enormemente prejudicados. Enquanto isso, campeia o fomento ao antidemocrático.

E agora sabemos com clareza solar, que todo o discurso neoliberal de pujança, hipócrita de “anticorrupção”, se traduz em um magnífico rombo jamais visto nas contas públicas, literalmente um país lascado de verde e amarelo.

Outras perdas “naturais” também marcaram o período.

Como nem tudo é só desgraça, tivemos também bons momentos de avanços coletivos e individuais. Eu, particularmente, “renasci” para uma nova vida, novas perspectivas e  expectativas pessoais e profissionais. No ano que chega me torno oficialmente um idoso, mudanças necessariamente virão, talvez uma aposentadoria, ao menos do serviço público ou quem sabe uma “esticada” em melhores condições.

Com a vitória da democracia sobre o obscurantismo dias melhores se apresentam.

Não penso mais em muitos anos à frente, vamos um de cada vez, e é por isso que só desejo feliz ano novo. O que, aliás, promete.

Obrigado pela atenção e tudo de bom que rolou.

A imagem que abre este artigo é de autoria de Alberto César Araújo/Amazônia Real e mostra detalhe com a bandeira do Brasil na performance “Você vai se f… de verde e amarelo” de Francisco Rider no Largo de São Sebastião.

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