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a história da Catedral de Belém

a história da Catedral de Belém

Foto: Reprodução/ Catedral Metropolitana de Belém

A história da Catedral Metropolitana de Belém, também conhecida como igreja da Sé, dedicada a Nossa Senhora das Graças, está diretamente ligada à fundação e ao desenvolvimento da cidade de Belém. Considerada a primeira igreja da região Norte do Brasil, a catedral reúne fé, reconstruções e um dos mais importantes instrumentos musicais: o órgão Cavaillé-Coll, o maior da América Latina.

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De acordo com o site da Catedral de Belém, a cidade de Santa Maria foi fundada em 1616, a partir da construção do Forte do Presépio. Durante a construção, um nicho para abrigar a imagem de Nossa Senhora das Graças foi criado. 

Com o objetivo de expandir o povoamento, os colonizadores avançaram pela mata ao redor do forte e escolheram o lugar onde hoje está a Catedral para erguer a primeira igreja Matriz da cidade. Em homenagem a Nossa Senhora das Graças, a construção inicial era simples, feita de taipa de pilão e coberta de palha. 

Segundo a Catedral de Belém, a Paróquia de Nossa Senhora das Graças foi oficialmente criada em 28 de julho de 1617, tendo como primeiro vigário o padre Manuel Figueira de Mendonça. Naquele período, a paróquia estava subordinada à Prelazia de Pernambuco, permanecendo assim até 1622.

Reformas e desafios ao longo do tempo

Ao longo do tempo, a igreja passou por diversas transformações, como a restauração de 1653, feita por padres jesuítas sob a liderança do padre Souto Maior. No entanto, em 1714, a estrutura acabou desabando, o que levou à transferência das atividades religiosas para a Igreja de São João Batista.

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Foto: Reprodução/ Catedral Metropolitana de Belém

O site afirma ainda que a criação do Bispado do Pará, em 1719, por meio da bula ‘Copiosus in Misericordia’, marcou um novo momento para a Igreja na região, com a nomeação de Dom Frei Bartolomeu do Pilar como primeiro bispo. Dom Frei Bartolomeu do Pilar tomou posse de sua diocese por procuração em 1721, no entanto, só chegou a Belém em 1724. 

A igreja de São João, onde funcionava a Paróquia de Nossa das Graças, serviu como a Catedral do Dom Bartolomeu, até 1723, quando Dom João V ordenou a construção da Catedral de Belém doando a quantia de 60 mil cruzados. 

A construção da Catedral

A construção da atual Catedral começou no século XVIII e passou por diferentes fases. Em 1748, Dom Frei Guilherme de São José e Queiroz, segundo bispo do Pará, benzeu a pedra fundamental da nova igreja, na mesma data em que sua renúncia como bispo foi aceita.

Segundo a Catedral, o terceiro bispo do Pará, Dom Frei Miguel de Bulhões e Souza, foi responsável por dar continuidade significativa às obras, e em 1753, chegou a Belém o arquiteto italiano Antônio Landi, que assumiu a condução do projeto.

Ainda naquele ano, no dia 23 de fevereiro, a Catedral foi benzida, mesmo sem estar totalmente concluída, e no dia seguinte, o traslado do Santíssimo Sacramento da Igreja de São João para o novo templo aconteceu. As obras sofreram interrupções entre 1761 e 1766, sendo retomadas posteriormente, e a conclusão ocorreu em 1774, com a bênção da Capela-Mor, marcando o fim de um longo processo de construção.

O órgão Cavaillé-Coll

Um dos maiores símbolos da Catedral é o seu imponente órgão de tubos, construído pelo francês Aristide Cavaillé-Coll, considerado um dos maiores organeiros da história.

Inaugurado em 9 de setembro de 1882, o órgão foi adquirido por Dom Antônio de Macedo Costa, e de acordo com a Catedral de Belém, sua estreia foi marcada por uma cerimônia solene, com a presença das mais graduadas autoridades do Império do Brasil.

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órgão Cavaillé-Coll
Órgão Cavaillé-Coll. Foto: Reprodução/ Facebook-@Catedraldebelém

O órgão possui cerca de 8 metros de altura, 5,5m de largura, aproximadamente 25 mil peças, além de dois teclados manuais e uma pedaleira. Segundo a Catedral, o instrumento era considerado, o maior e mais sofisticado do Brasil, destacando-se pela capacidade de reproduzir desde sons suaves até efeitos grandiosos, como o de trovões.

Após décadas de uso, o órgão ficou inativo por cerca de 45 anos, chegando a apresentar riscos estruturais. Diante disso, em 1995, iniciou-se uma forte campanha de restauração em toda a cidade de Belém, que perdurou o ano inteiro.

Órgão Cavaillé-Coll. Foto: Reprodução/ Facebook-@Associaçãobrasileiradeorganistas

De acordo com a Catedral, o processo foi realizado na França, com a participação da empresa especializada Theo Haerpfer, escolhida por recomendação de especialistas internacionais. A reinauguração aconteceu em 14 de junho de 1996, durante a celebração do Sagrado Coração de Jesus, sob a presidência de D. Vicente Joaquim Zico, arcebispo metropolitano.

De acordo com a Catedral, órgão da Sé de Belém é o maior CAVAILLÉ-COLL da América Latina. Atualmente, ele é executado nas liturgias semanais e nas solenidades da Catedral de Belém, e também em concertos durante o ano, com a participação de organistas nacionais e internacionais.

*A matéria possui informações do site da Catedral Metropolitana de Belém

As informações apresentadas neste post foram reproduzidas do Portal Amazônia e são de total responsabilidade do autor.
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