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Plano propõe caminhos para fortalecer desenvolvimento sustentável na Amazônia Ocidental

Plano propõe caminhos para fortalecer desenvolvimento sustentável na Amazônia Ocidental

Foto: Caio Lira e Bruno Carachesti

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) e a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) lançaram, no dia 12 de maio, durante o Bioeconomy Amazon Summit (BAS) 2026, em Belém, a publicação do Plano de Transformação Ecológica da Bioeconomia (PTEB) na Amazônia Ocidental.

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A iniciativa estratégica propõe diretrizes para transformar a região em um polo de bioeconomia sustentável, capaz de ampliar a agregação de valor nos territórios, fortalecer cadeias produtivas locais e reduzir desigualdades territoriais.

O lançamento integrou a programação do BAS 2026, realizado de 12 a 14 de maio, na capital paraense. A FAS participou do evento com a presença da superintendente-geral adjunta da instituição, Valcléia Lima, além dos gerentes do Programa de Políticas Públicas em Clima e Conservação e de Empreendedorismo da FAS, Gabriela Sampaio e Wildney Mourão, que contribuíram com debates estratégicos sobre os caminhos da bioeconomia na Amazônia.

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Plano propõe caminhos para fortalecer o desenvolvimento sustentável na Amazônia Ocidental. Foto: Dirce Quintino

Liderado pela FAS em parceria com a ABDI, o PTEB abrange os estados do Amazonas, Acre, Rondônia, Roraima e Amapá. O plano está alinhado ao Plano de Transformação Ecológica (PTE) federal e à Estratégia Nacional de Bioeconomia (ENB), estruturando-se em três agendas prioritárias: bioindustrialização e biotecnologia; concessões florestais e territórios; e sistemas agroalimentares sustentáveis.

A publicação partiu de um diagnóstico técnico e de um amplo processo de escuta multissetorial, que analisou desafios históricos enfrentados pelos territórios amazônicos, como a dependência de importações, a baixa agregação de valor local, os desafios logísticos e a fragmentação institucional.

Entre os dados sistematizados, estão 230 instrumentos legais e normativos analisados, 368 iniciativas em curso mapeadas, 952 atores identificados, 200 gargalos estruturais sistematizados e 55 oportunidades de incidência, das quais 16 foram priorizadas de forma participativa.

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Para Gabriela Sampaio, gerente do Programa de Políticas Públicas em Clima e Conservação da FAS, o lançamento da publicação representou um passo importante para aproximar o debate sobre bioeconomia da realidade dos territórios amazônicos.

“Pensar a bioeconomia amazônica passa por conectar floresta, ciência, indústria e os conhecimentos das populações da região. A proposta do Plano foi construída com essa proposta: contribuir para o debate sobre caminhos possíveis para que a Amazônia Ocidental e o Amapá avancem na agregação de valor em seus próprios territórios, fortalecendo cadeias produtivas locais e ampliando oportunidades a partir da floresta em pé”, afirmou Gabriela. 

Plano propõe caminhos para fortalecer o desenvolvimento sustentável na Amazônia Ocidental. Foto: Dirce Quintino

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Um dos principais diferenciais do PTEB é combinar planejamento econômico, governança e estratégias voltadas à implementação da bioeconomia. O plano organiza mecanismos de governança, estratégias financeiras, indicadores de monitoramento e oportunidades de incidência voltadas à implementação prática da bioeconomia amazônica. A proposta também prevê a implantação de três a cinco hubs regionais de bioindustrialização, articulando infraestrutura local, inovação tecnológica e inclusão produtiva.

A diretora interina de Economia Sustentável e Industrialização da ABDI, Neide Freitas, destaca a relevância estratégica do projeto para a política industrial do país.

“O PTEB é a materialização da Nova Indústria Brasil na Amazônia. Não estamos falando apenas de preservação, mas de uma estratégia industrial que utiliza a inovação e a bioindustrialização para agregar valor às nossas riquezas naturais. Nosso objetivo na ABDI é transformar o potencial da biodiversidade em competitividade global, garantindo que a transição para uma economia de baixo carbono seja o motor de um novo ciclo de desenvolvimento regional, com geração de emprego qualificado e protagonismo brasileiro na agenda verde”, disse.

O documento apresenta estimativas relacionadas a impactos econômicos, sociais e ambientais de grande escala, incluindo a mobilização de R$ 12 bilhões a R$ 20 bilhões, a geração de 50 mil empregos diretos, a manutenção de 500 mil hectares de floresta em pé e o fortalecimento de bioindústrias comunitárias.

Plano propõe caminhos para fortalecer o desenvolvimento sustentável na Amazônia Ocidental. Foto: Michael Dantas

A implementação do PTEB foi organizada em horizontes progressivos. No curto prazo, estão previstas ações como formalização da governança, lançamento de editais para plantas piloto e prospecção de bioativos, estruturação de plataformas de financiamento e inteligência territorial, além da valorização da cadeias produtivas e iniciativas ligadas à sociobioeconomia amazônica.

No médio e longo prazo, o plano prevê a consolidação de hubs regionais de bioindustrialização, mecanismos de rastreabilidade, integração logística, expansão de mercados sustentáveis e escalonamento industrial de bioinsumos amazônicos.

Com a publicação, FAS e ABDI buscaram fortalecer o debate sobre caminhos de desenvolvimento para a Amazônia baseados na floresta em pé, na inovação e no protagonismo das populações amazônicas na construção de caminhos sustentáveis e resilientes para a região.

O plano de bioeconomia está disponível no site da FAS.

Sobre a FAS

A Fundação Amazônia Sustentável (FAS) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que atua pelo desenvolvimento sustentável da Amazônia. Sua missão é contribuir para a conservação do bioma, para a melhoria da qualidade de vida das populações da Amazônia e para a valorização da floresta em pé e de sua biodiversidade.

*Com informações da Fundação Amazônia Sustentável

As informações apresentadas neste post foram reproduzidas do Portal Amazônia e são de total responsabilidade do autor.
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