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potencial econômico e ambiental na Amazônia peruana é estudado

potencial econômico e ambiental na Amazônia peruana é estudado

Foto: Reprodução/Agência Andina

Cientistas do Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP) e da Universidade Nacional Agrária La Molina implementarão o projeto BambúTech em Ucayali. A iniciativa visa revelar o potencial produtivo e climático das extensas florestas de bambu que cobrem grande parte dessa região.

A iniciativa propõe estudar o bambu a partir de uma perspectiva abrangente que combine ciência, inovação tecnológica e oportunidades produtivas para a região.

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O IIAP destacou que, com milhões de hectares de bambuzais ainda pouco estudados, a iniciativa busca transformar esse recurso natural em uma alternativa sustentável para a geração de valor econômico, manejo florestal e captura de carbono na Amazônia peruana.

O projeto, denominado BambúTech, é financiado pela ProCiencia da Concytec. A pesquisa terá duração de três anos e visa estudar o bambu a partir de uma perspectiva abrangente que combine ciência, inovação tecnológica e oportunidades produtivas para a região.

O IIAP destacou que Ucayali possui cerca de 3,5 milhões de hectares de florestas, uma área considerável que tem sido pouco analisada sob uma perspectiva científica. O engenheiro Diego García, pesquisador em agroflorestamento familiar, explicou que um dos principais objetivos será quantificar o carbono armazenado nessas florestas por meio da instalação de parcelas permanentes de monitoramento em diferentes ecossistemas.

Foto: Reprodução/Agência Andina

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Para melhorar a precisão das medições, o projeto incorporará drones com imagens de alta resolução, uma tecnologia que permitirá estimar os estoques e fluxos de carbono em áreas muito maiores.

“Isso nos permitirá quantificar o carbono em grandes florestas de bambu e entender melhor o papel que essas florestas desempenham no sequestro de carbono”, afirmou García.

Potencial do bambu

A pesquisa também explorará o potencial produtivo, particularmente espécies do gênero Guadua, por meio do desenvolvimento de tábuas e protótipos de móveis.

Segundo o pesquisador, esses produtos serão submetidos a testes técnicos para aprimorar seu uso na fabricação de móveis e outros produtos, além de oferecer treinamento e assistência técnica a marceneiros que trabalham com esse material.

O projeto também inclui um inventário da diversidade de espécies na região, bem como uma avaliação do biochar produzido a partir de resíduos de bambu, um material que pode ser utilizado para melhorar a fertilidade de solos degradados.

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Por meio dessas linhas de pesquisa, os especialistas pretendem demonstrar que um recurso abundante e subutilizado na Amazônia pode se tornar uma oportunidade para promover inovação, sustentabilidade e desenvolvimento local.

*Com informações da Agência Andina

As informações apresentadas neste post foram reproduzidas do Portal Amazônia e são de total responsabilidade do autor.
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